8 de mai. de 2021

Revista Maranhão Hoje destaca o que mudou em São Luís em apenas cem dias da gestão do prefeito Eduardo Braide



A edição de número 96 da revista Maranhão Hoje tem como principal destaque os cem primeiros dias da administração de Eduardo Braide em São Luís. São muitos avanços em transporte, urbanismo e, principalmente, em Saúde, em que não foram medidos esforços para a vacinação contra covid-19.

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Leia edição online aqui.

7 de mai. de 2021

Quem são Mercado e Ciência que ninguém vê, mas estão sempre pautando as redações de jornal, rádio e TV?

 

De uns tempos para cá, alguns substantivos abstratos ganharam personificação nos meios de Comunicação e passaram a ditar normas sempre que alguém deseja promover ou desqualificar alguém ou alguma instituição. A esse conceito agarram-se, ainda com mais euforia, quem não têm nenhuma identificação com a atividade ou o setor no meio do debate.

Um desses seres mais famosos é Mercado. Ninguém nunca viu, ninguém sabe onde mora, porém está sempre pronto para entrar em ação, sempre que chamado. Um discurso do presidente da República, um projeto de lei no Congresso, um processo em julgamento no Supremo Tribunal Federal, uma pesquisa sobre intenções de voto..., tudo isso pode mexer com o humor de Mercado, que não demora mostrar satisfação ou decepção.

Quando o presidente Jair Bolsonaro anunciou que iria mudar o presidente da Petrobras, Mercado agiu rapidamente e em questões de horas a estatal do Petróleo teve seu valor depreciado em valores absurdos, mas em pouco tempo já estava calmo. Vez por outra, Mercado age para interferir na economia do país, não pelo que está ocorrendo aqui, mas pelos sinais emitidos de fora.

Quando foi anunciada, recentemente, a troca de comando nas forças armadas, Mercado levou as ações na Bolsa às nuvens. Questionada, a comentarista de Economia de uma importante emissora de TV, que conhece muito bem Mercado, disse que ele não se movimentou pelo que estava acontecendo aqui, mas pelos sinais emitidos dos Estados Unidos, de onde vinham boas notícias, ou seja, Mercado derrubou a Bolsa pelo discurso do presidente, mas aumentou não por causa de um fato político local, mas por uma decisão do presidente norte-americana, Joe Biden.

Além de mercado, ganhou muito importância na imprensa nacional, Ciência, principalmente nestes tempos de pandemia. Sempre que uma notícia é dada sobre protocolos médicos, descoberta de um novo medicamento, uma fala de um governante etc, ela sempre é mencionada. Ciência condena, Ciência não recomenda, Ciência diz... 

Quem é Ciência? 

Todos sabem que a palavra se refere a saber, pesquisa, descoberta, mas quem fala por ela?

Depende de quem vai dar a notícia, mas com os veículos de comunicação tradicionais alinhados em seus editoriais, Ciência são todos os cientistas que não encontram eficácia em alguns medicamentos para tratar, por exemplo, covid-19. Esses veículos sempre atribuem a Ciência essa não recomendação, mas não diz que ela é representada também pelo segmento que diz o contrário.

Pior de tudo isso é a indução para que pessoas sem nenhuma identificação com Mercado e Ciência debatam exaustivamente o que pensam, principalmente nas redes sociais. Muitos sabem apenas repetir o que ouvem, e seus conhecimentos desabam na primeira indagação sobre o que estão afirmando.

Mas vêm novamente as perguntas: Quem é Mercado? Quem é Ciência?

Posso estar errado, mas Mercado é o dono de uma corretora que liga para as redações a fim de dizer como está a gangorra da Bolsa, onde pretende até o final do dia chegar com mais algumas centenas de dólares na conta. 

Quanto a Ciência, esta é mais complicada, mas quem anda de mãos dadas neste momento são os industriais de medicamentos, que não aceitam a possibilidade de um medicamento contra essa terrível doença de destruição mundial estar pronto, na prateleira das farmácias a preços baixos e com patente já quebrada. 

Numa outra oportunidade, falarei sobre os especialistas.


6 de mai. de 2021

Partidos não prestigiam as suas senadoras, mas elas conseguem no grito mudar regras da CPI da Pandemia




Um dos momentos mais emocionantes na sessão de quarta-feira (05) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no Senado, foi o acalorado debate entre as senadoras Eliziame Gama (Cidadania) e Simone Tabet (MDB) com os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Marcos Rogério (DEM) por conta de uma prerrogativa dada a às parlamentares para se manifestarem depois do presidente, do relator e do vice e antes dos demais membros efetivos do colegiado.

A reação dos senadores à quebra do regimento foi interpretada como preconceituosa, machista, pois seria uma tentativa de barrar a participação feminina nesses debates. Vale ressaltar que, estranhamente, a comissão não tem, apesar delas serem 12, ou seja, 14,81% das 81 cadeiras do parlamento, uma mulher em posição de titular ou suplente.

O que estranha é que esta distorção, ao que parece, em nenhum momento foi debatida internamente nos partidos, e foi levada para ser resolvida de forma distorcida no plenário da CPI, diante das câmaras de TV e assim as mulheres ganharam no grito.

Para que se tenha ideia do que seja isso, o MDB é um dos partidos com maior número de membros na comissão – Eduardo Braga (Amazonas); Renan Calheiros (Alagoas), que é o relator; e Jader Barbalho (Pará), este suplente – mas não convocou nenhuma das duas mulheres que tem no Senado, Simone Tebet (Mato Grosso do Sul) e Nilda Gondim (Paraíba). Um detalhe, Jader e Renan são, respectivamente, pais dos governadores Renan Filho (Alagoas) e Helder Barbalho (Pará), ou seja, o partido preferiu escolher quem poderia proteger primeiro os seus do que prestigiar o público feminino.

O PP do senador Ciro Nogueira (Piauí) e Luiz Carlos Heinzi (Rio Grande do Sul), este suplente, deixou de fora as senadoras Kátia Abreu (Tocantins) e Mailza Gones (Acre).

O PSDB é outro bom exemplo, pois optou por indicar o senador Tasso Jeireissati (Ceará) e não prestigiou Mara Gabrilli (São Paulo).

O Cidadania da senadora Eliziane Gama obteve uma vaga de suplente, mas escolheu Alessandro Vieira (Espírito Santo).

Na mesma quantidade de membros está o PP do presidente da CPI, Omar Aziz (Amazonas), que tem como companheiros Otto Alencar (Bahia) e o suplente Ãngelo Coronel (Bahia), mas ele pelo menos não tem mulheres.

O DEM do senador Marcos Rogério (Rondônia), o Podemos de Eduardo Girão (Ceará), o PT de Humberto Costa (Pernambuco) e o Rede de Randolfo Rodrigues (Amapá) estão isentos dessa polêmica, pois não contam com parlamentares femininas; e o PL de Jorginho Mello (Santa Catarina) também não têm mulheres.

O que ficou de lição desse lamentável bate-boca entre membros do parlamento foi mais uma vez a comprovação de que bem sempre o que está escrito vale, principalmente se quem estiver tencionado a inverter a ordem das coisas apelar para aquilo que facilmente pode ser confundido com preconceito, seja de gênero, de raça e outros. Foi o que as senadoras fizeram, mas continuarão sendo desprestigiada dentro de suas legendas.

3 de mai. de 2021

Manifestações de sábado: imprensa não anuncia e milhões vão; não noticia que houve e todos sabem que ocorreram

As manifestações de sábado passado (1º de maio), Dia do Trabalho, em que milhões de brasileiros foram às ruas hipotecar solidariedade ao presidente da República e "autorizá-lo" a fazer o que deve ser feito para colocar o Brasil em ordem, deixaram a chamada grande imprensa numa situação delicada, pois se dependesse somente dela ninguém ficaria sabendo que iriam ocorrer e também ainda estariam sem saber o que ocorreu aqueles que têm esses veículos como única fonte de informação.

Não se trata aqui de uma defesa ou de uma condenação sobre esses eventos, no que diz respeito às palavras de ordem proferidas, as reivindicações em faixas e cartazes e, principalmente, o desleixo com a segurança sanitária, já que não se tinha visto tantas aglomerações desde o início da pandemia em março de 2020, mas de uma observação sobre o que a imprensa está enxergando ou ignorando para manter seus leitores, ouvintes e telespectadores atualizados.

Vejam bem o que ocorreu: até à meia-noite da sexta-feira (30 de abril) nenhum veículo da mídia tradicional, seja jornal, site ou emissoras de rádio e TV (inclusive as segmentadas em jornalismo) deu qualquer informação sobre o que estava agendando pelos bolsonaristas para o dia seguinte. Ainda assim, nas primeiras horas da manhã as pessoas começaram a chegar aos locais marcados para as concentrações. A partir daí, uma ou outra emissora de rádio mencionava. 

As aglomerações iam se avolumando e a grande imprensa ignorando e quando se viu as ruas das principais cidades do país estavam tomadas, com milhões vestidos de verde e amarelo, na primeira festa atípica do Dia do Trabalho. A repercussão foi ainda pior, pois na maioria dos casos foram usadas imagens que nem de longe retratavam o que de fato ocorreu. Aqui no Maranhão, então, com raríssimas exceções, quase nenhum veículo noticiou a manifestação dos conterrâneos.

A análise sobre esse comportamento da mídia não é porque deixou de noticiar esses eventos, mas porque ela passa a impressão de que não é mais essencial para informar. 

Ora, se a notícia sobre o que vai acontecer não é dada e ainda assim muita gente vai para os locais onde irão ocorrer e se depois de ocorrido, mesmo assim não se noticia, mas todos ficam sabendo o que se passou e ainda exibem imagens, é sinal de que outros meios mais eficazes estão assumindo a função do jornalismo, as chamadas redes sociais.

Não é sem sentido que nas pesquisas em que é medida a confiança dos brasileiros nas suas instituições, a imprensa sempre aparece lá embaixo.

Que encrenca esta em que estamos nos envolvendo, coleguinhas do quarto poder.


30 de abr. de 2021

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Será que nenhum governador, prefeito ou secretário de Saúde pode ser responsabilizado por pelo menos uma das 401 mil vidas perdidas para o coronavírus?


Vidas negras importam? Bem, no Brasil dos nossos tempos, depende do negro a quem essa vida pertencia!

O instrumento de tortura usado para castigar a pequena Ketelen até a morte


Pode ser deficiência do cronista, que não atentou para o que vem acontecendo, porém até onde minha vista alcança, meus ouvidos ouvem e meus olhos vêem, a morte da menina Ketelen não foi suficiente para atiçar o ódio de feministas, defensores das crianças e adolescentes, do povo negro, do movimento LGBT e outros discriminados neste país.

Ketelen, para quem ainda não ligou a narração à pessoa, era linda menina negra, de um sorriso meigo, que foi vítima da brutalidade de duas pessoas adultas que a submetiam, com a conivência de uma terceira (a mãe de uma delas), a maus tratos, jogada num quarto insalubre, numa cidade do interior do Rio de Janeiro, e que não resistiu à última sessão de tortura a que foi submetida, de uma sexta à uma segunda-feira. 

A polícia prendeu quem cometeu tamanha barbaridade e quem ocultou também, porém os movimentos sociais fingem não ver e nada dizem. Os protestos que têm surgido são de pessoas, digamos, com mente lesada pela conservadorismo.

A menina tem a seu desfavor para não atrair a condenação de sua morte por artistas, politizados, militantes de esquerda, defensores de direitos humanos, políticos, gurrilheiros das mídias sociais etc o fato de ser pobre, ou seja, "gente de menor importância", porém pior do que isso é o fato de a autoria das agressões que a levaram à morte ser de duas mulheres (parda e negra), logo vítimas do preconceito racial; lésbicas e amantes, ou seja, integrantes do movimento LGBT, portanto é preciso muito cuidado ao se levantar bandeiras pedindo Justiça a fim de não ser confundido com racista, homofóbico e outros rótulos que alguns gostam de colar nos rostos de quem pensa diferente das suas causas.

Ketelen morreu dias depois da descoberta de outro crime bárbaro no Rio de Janeiro contra criança vítima de quem deveria protegê-la. Trata-se do menino Henry Borel. Seus algozes são o médico e vereador Dr. Jairinho, e sua namorada Monique, mãe de Henry.

Por esta morte, até deputada de esquerda foi às redes sociais cobrar de ministros pelo menos uma palavra de reprovação ao ato, o que não passou de uma deslavada mentira, pois de quem cobrava já tinha feito.

Por que Henry, menino branco e rico, mexe com sentimentos de militantes de esquerda? Porque quem o agrediu é político, que, mesmo sendo de um partido de esquerda, o Solidariedade, foi líder do prefeito homofóbico e racista Marcelo Crivella, na capital fluminense, e sua família teria um histórico de relação com milícias no bairro de Bangu, isto é, um bom currículo para ser apedrejado.

Enquanto isso, Ketelen é deixada de lado, pois sua vida negra não importava. Nem importará.


28 de abr. de 2021

Galinho despertador calou-se para sempre antes de tomar a segunda dose da vacina que o protegeria da covid-19

 



Durante muitos anos, milhares de maranhenses, além de pessoas em diversas outras partes do país (e por que não dizer também do Mundo?), se acostumaram a começar sua rotina diária, despertados, por Carlos Henrique, que há mais de quatro décadas sustentou um programa diário - O Galinho Despertador - na Rádio Educadora, pelo qual se comunicava, principalmente, com a comunidade rural.

Nos últimos anos, não mais; até uma década atrás, algumas vezes; na infância e adolescência em Pindaré-Mirim e por outros lugares onde vivi, todos os dias ouvia o seu programa, que não era uma referência para quem queria começar o dia bem informado sobre os últimos acontecimentos na política nacional ou internacional, sobre o mundo dos negócios, muitos menos sobre acontecimentos da high society. 

Sua comunicação era simples, mais voltada para o entretenimento e a manter os ouvintes do interior bem informados sobre o que acontecia nas vizinhanças, o que certamente diminuiu muito nos últimos anos, já que com os rigores para enfrentamento da pandemia, muitas festas de santos, bailes de forró, vaquejadas etc foram proibidas, portanto, sem informação, mas certamente tinha meios para manter a fidelidade da audiência.

Carlos Henrique mantinha um público tão fiel, que nem mesmo os avanços tecnológicos da informação que possibilitam até mesmo nas comunidades rurais o uso de smartphone, email etc, diversas pessoas ainda recorriam à sua audiência para informar chegada, estada, partida, consulta, compra e, infelizmente, até falecimento de alguém que se deslocou para a capital. O badalo de um chocalho, tal como os pendurados em pescoço de animais, era o som característico do programa.

Não sei precisar há quanto tempo Carlos Henrique estava ausente do rádio, pois a informação que recebo é de que há dias estava internado, mas, com tristeza, os maranhenses foram informados nesta quarta-feira (28), que o "galinho" se calou para sempre. Mais uma vítima da covid-19, a impiedosa doença que assusta a todos nós.

Quando li as notícias sobre a morte do amigo radialista, uma coisa me chamou atenção: a idade. Estava com 78 anos, portanto logo procurei saber se havia ou não se imunizado. Não estava, mas havia tomado a primeira dose e agora em maio, tomaria a segunda, ou seja, não deu tempo de se imunizar 100% e o vírus não teve piedade, o levou, tirou do nosso convívio. Mais uma amigo que se foi!

Fica a lição para os que ainda acham que proteção demais é liberdade de menos. Sejamos prudentes, e cuidemos do que temos de mais precioso: a vida.