9 de dez. de 2013

Ministro dos Esportes defende prisão de torcedores que se envolvem em brigas nos estádios

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, defendeu nesta segunda-feira (9) a aplicação do Estatuto do Torcedor, prisões de torcedores violentos e punições mais severas para coibir episódios de violência nos estádios do país, como o ocorrido domingo (8) durante a partida entre o Vasco da Gama e o Atlético Paranaense, em Joinville (SC). “O Estatuto do Torcedor já prevê todas as penas para a prática de violência nos estádios. O que se precisa é de sua aplicação como, por exemplo, a prisão de torcedores que praticam a violência. Ontem, tivemos a prisão de três torcedores quando, pelas cenas [mostradas pela TV], podemos concluir rapidamente que dezenas deveriam ter sido presos”, disse o ministro, após visitar a Arena Corinthians.
“É preciso que haja o indiciamento dessas pessoas, que haja o processo judicial e a condenação para que a impunidade não estimule a repetição desses acontecimentos que vimos ontem”, ressaltou o ministro. Na tarde de ontem, os times se enfrentaram na última rodada do Campeonato Brasileiro, as torcidas entraram em confronto na arquibancada, deixando torcedores feridos – quatro tiveram de ser levados ao hospital.
Para o ministro, a violência em Santa Catarina não foi um fato isolado. “Nos outros incidentes [recentes de violência em estádios] aqui em São Paulo e em Brasília, as prisões também não aconteceram. Então, é preciso que as prisões aconteçam: que a polícia efetue as prisões, que os responsáveis sejam indiciados e que haja julgamento”, disse o ministro, defendendo a criação de uma delegacia especial e também de um juizado especial nos estádios para evitar os conflitos e aplicação rápida de punição.
A Polícia Militar de Santa Catarina informou que 113 policiais militares foram escalados para fazer a segurança no entorno do estádio, porém não atuaram dentro da arena seguindo orientação do Ministério Público estadual. Duas semanas antes da briga, o Ministério Público havia recorrido à Justiça para que os responsáveis pela Arena Joinville fossem obrigados a sanar irregularidades estruturais e funcionais.
Procurada pela Agência Brasil, a Polícia Militar (PM) catarinense confirmou que apenas três torcedores foram presos, pois a prioridade era cessar o tumulto e prestar socorro às vítimas, o que dificultou a detenção imediata de mais envolvidos. “Devendo se observar ainda que eles agem em grupo, como pode-se observar nas imagens do evento em questão. Como os mesmos já sabem do sistema de vigilância, quase sempre há uma troca de roupa, ou o uso de algum acessório com o objetivo de dificultar a identificação. O que não impede a continuidade das investigações para se chegar, mesmo posteriormente a partida, aos agressores e seus lideres responsáveis”, informou a Polícia Militar, por e-mail.

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