5 de abr de 2015

Flávio Dino acusa golpe da "marcha a ré" desferido por Sarney e diz que nunca se confraternizou com ditadores

O governador Flávio Dino (PCdoB) respondeu pelas redes sociais às provocações do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) que em seu artigo publicado no jornal O Estado do Maranhão (de sua propriedade) neste domingo, sob o título "O Maranhão engatou marcha a ré" criticou o desempenho da atual governo. A menção de Sarney era sobre o aspecto econômico, porém como ele desdenha da medida do governador em retirar o nome de Emílio Garrastazu Médici e de dois ex-presidentes do regime militar - Castelo Branco e Costa e Silva - de dez escolas da rede estadual de ensino, Flávio Dino se defende por este lado.
Na primeira postagem, Flávio Dino diz que "Saudosistas da ditadura sempre se revelam. Hoje um deles reclamou, no jornal da sua propriedade, da retirada do nome de Medici de uma escola". Em seu artigo, Sarney diz que "o Maranhão, que era o estado do Nordeste que mais gerava emprego, parou e demite. As grandes obras são: fechar a Fundação da Memória Republicana e retirar o nome de Médici de uma escola". Na segunda postagem, Flávio Dino defende a sua medida: "Como nunca confraternizei com ditadores e torturadores, acho grande avanço retirar nome de Médici de uma escola. Há quem ache ´marcha à ré`".
Sarney foi eleito governador em 1965, ano seguinte ao do golpe militar de 1964 que teve Castelo Branco, Costa Silva, Médici, Ernesti Geisel e João Figueiredo como presidentes. Neste período, Sarney teve grande trânsito em Brasília, mas foi ele quem sepultou a ditadura, ao tomar posse na Presidência da República em 1985, quando trouxe o partido de Flávio Dino, PCdoB, para a legalidade.

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