9 de abr de 2015

Flávio Dino ainda não sabe se resgate de prisioneiros em Pedrinhas foi por negligência ou conivência de policiais

Flávio Dino com cúpula da Segurança Pública: negligência ou incompetência?
Na primeira entrevista concedida após o resgate de quatro prisioneiros do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, ocorrida domingo (05), o governador Flávio Dino (PCdoB) disse na tarde desta quinta-feira à Rádio Jovem Pan, de São Paulo, que ainda não sabe se o que ocorreu para se evitar esta fuga foi negligência ou incompetência da Polícia. Segundo ele, as secretarias de Segurança Pública e de Administração Penitenciária abriram sindicância e estão investigando o caso para se saber, realmente, o que realmente ocorreu. Na segunda-feira (06), numa entrevista à TV Globo, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, disse que houve uma falha da polícia e dos agentes penitenciários.
Apesar deste episódio que trouxe para o aparelho de Segurança Pública do Maranhão uma repercussão negativa de abrangência nacional, mas com repercussão até na imprensa estrangeira, Flávio Dino fez questão de dizer que a situação hoje no Sistema Carcerário é bem melhor do que na gestão anterior. Ele fez comparações dos números de fugas e mortes de detentos, nos três primeiros meses de 2014 e 2015, para mostrar que há um melhor controle das cadeias. Segundo Dino, o que havia no passado, quando foram registradas mortes por decapitação, fugas em massa etc, era consequência de uma administração equivocada, devido ao excesso de terceirização dos serviços prisionais.
O governador frisou ainda à Jovem Pan que conseguiu nestes três administrar as finanças públicas, cortando gastos e evitando desperdícios, o que lhe permitiu até diminuir impostos, como fez recentemente com o querosene de aviação e o óleo diesel para as empresas que prestam serviço de transporte coletivo em São Luís. Sobre as perspectivas para os próximos meses, torce para que a crise econômica seja a mais passageira possível, a fim de que não haja comprometimento do Fundo de Participação dos Estados (FPE), do qual o Maranhão e demais estados nordestinos são muitos dependentes, bem como de outras transferências federais.

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