19 de abr de 2015

Governo do Estado quer alinhar atuação dos bancos oficiais ao seu programa de Mais IDH

O secretário estadual de Agricultura, Márcio Honaiser, iniciou, semana passada, uma série de tratativas com os superintendentes regionais dos bancos oficiais – Caixa Econômica, Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Banco da Amazônia – com vistas a facilitar financiamentos agrícolas a produtores de municípios que viraram prioridade no Programa Mais IDH do Governo do Estado. O objetivo seria garantir a inserção destes agropecuaristas na economia do Estado, o que contribuiria para aumentar oportunidades de emprego e renda em suas regiões, bem como geraria mais circulação de dinheiro em nas cidades.
Todos esses bancos atuam no financiamento de projetos agropecuários, principalmente BNB e Basa, que têm tradição no atendimento a agricultores familiares, portanto a destinação de suas linhas de crédito a esses municípios seria de fundamental importância para o sucesso do programa que o governador Flávio Dino (PCdoB) elegeu como prioridade pela diminuição das desigualdades socioeconômicas no Maranhão.
O superintendente do Banco da Amazônia, Antônio Edson Ribeiro, vê com simpatia esta iniciativa do Governo, porém adverte que financiamento bancário tem de obedecer a uma regra básica: garantia de retorno. Segundo ele, não basta financiar um projeto de fruticultura, piscicultura, pecuária ou mesmo agrícola num município se não há garantias de escoamento da produção, mercado consumidor etc. Em outras palavras, o Estado terá de fazer sua parte em infraestrutura, garantindo estradas, energia, assistência técnica e uma série de carências hoje presentes na zona rural maranhense.
De acordo com Antônio Edson, em 2014, o Banco da Amazônia financiou cerca de R$ 260 milhões em projetos agropecuários no Maranhão, mas se houver a soma do que foi contratado nas agências maranhenses por clientes de outros estados, principalmente do Tocantins, este volume ultrapassa a casa dos R$ 308 milhões. Do volume aplicado no Estado, R$ 10 milhões foram para agricultores familiares e R$ 20 milhões para pequenos agropecuaristas que estão fora do Pronaf.
Para 2015, a previsão é que o Banco financie mais R$ 300 milhões no Maranhão, devendo 70% desse volume ser destinado à produção rural. Os que mais procuram o Banco da Amazônia são agricultores que querem adquirir máquinas, veículos (tratores principalmente) e equipamentos. Alguns recorrem também para aquisição de outros insumos (sementes, defensivos, medicamentos etc).
Para uma maior participação do Banco da Amazônia, sua presença está garantida nos grandes eventos do agronegócio, a começar pela Agrobalsas, em Balsas, em maio, mas já está apoiando também Expoimp (Imperatriz), Expoagra (Grajaú), Expoema (São Luís) e muitas outras feiras do setor. O banco conta com 14 agências em todo o Maranhão, além de um posto de atendimento.

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