5 de abr de 2015

José Sarney cutuca governador Flávio Dino em artigo deste domingo ao dizer que Maranhão engatou marcha ré

Num artigo em que faz as mais contundentes críticas ao governador Flávio Dino (PCdoB), desde sua posse, o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) diz em seu artigo deste domingo que "o Maranhão parou e engatou marcha ré", e prevendo cenário catastrófico para a economia do Estado, apela: "Peçamos a Deus nesta Páscoa - nós que acreditamos Nele: tende piedade de nós". No artigo, publicado em O Estado do Maranhão, jornal de sua propriedade, Sarney elenca uma série de ocorrências no campo econômico para mostrar o que considera um ambiente negativo. Chega até a mencionar que o Maranhão tinha até o ano passado três cargos de importância no Governo Federal: Ministério de Minas e Energia (Edison Lobão), Ministério do Turismo (Gastão Vieira) e Instituto Brasileiro do Turismo - Embratur (Flávio Dino) e hoje não tem nenhum. "Nenhuma autoridade federal maranhense".
Sarney destaca a desativação da produção de alumínio pelo Consórcio Alumar, embora não mencione que o processo foi iniciado em 2014, quando sua filha, Roseana, ainda era governadora; a desativação das usinas de ferro-gusa, em Açailândia, Pindaré-Mirim e Bacabeira, estas que também entraram crise ainda quando José Reinaldo Tavares ainda era o governador. As as situações decorrem de problemas no mercado internacional, mas Sarney quer mesmo é atingir Flávio Dino, e ressalta que, de gerador de emprego, o Maranhão passou a acumular, perdas de postos de trabalho. "...Quando Roseana deixou o governo o Maranhão era o 16º estado do País... agora fecham essas empresas, demite-se (sic) mais de 4.000 empregos: o Maranhão, que era o estado do Nordeste que mais gerava emprego, parou e demite". E, para fechar o comentário, é mordaz: "As grandes obras são: fechar a Fundação da Memória Republicana e retirar o nome de Médici de uma escola", numa referência a troca de nomes dos ex-presidentes do regime militar, medida do governador Flávio Dino, que atingiu também Castelo Branco e Costa e Silva.


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