20 de abr de 2015

Mais uma notícia ruim para as indústrias de ferro-gusa do Maranhão: produção de aço está em queda

Mais um dado para reforçar a preocupação com o setor de ferro-gusa no Maranhão, que está patinando, quase desabando: a produção brasileira de aço bruto atingiu, em março, 2,8 milhões de toneladas, com queda de 7,4% em relação a igual mês do ano passado, de acordo o Instituto Aço Brasil (IABr). Já a produção de laminados somou 2,3 milhões de toneladas, com aumento de 0,1% sobre março de 2014 e no acumulado do primeiro trimestre, foram 8,4 milhões de toneladas de aço bruto e 6,6 milhões de toneladas de laminados. Em Açailândia, mais de 150 mil toneladas de ferro-gusa, que é utilizado para produzir aço, aguardam compradores, mas não aparece ninguém interessado, pois o preço está nas alturas comparado ao produto no mercado externo.
O crescimento observado foi, respectivamente, de 0,7% e 4,4%, em relação aos primeiros três meses de 2014. As vendas no mercado doméstico atingiram 1,9 milhão de toneladas, em março deste ano, com alta de 1,3% sobre o mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a março, as vendas somaram 5,2 milhões de toneladas, revelando retração de 5,3%.
Mesmo enfrentando condições externas desfavoráveis, as exportações de produtos siderúrgicos somaram 1 milhão de toneladas em março, a US$ 673 milhões, com destaque para os semiacabados. No trimestre, as exportações totalizaram 2,8 milhões de toneladas, a US$ 1,8 bilhão – crescimentos de 39,5% em volume e de 21,6% em valor, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
As importações também cresceram 13,5% no período, com a internalização de 995 mil toneladas, sendo 990 mil toneladas de laminados. Em março, as importações somaram 299 mil toneladas, equivalentes a US$ 306 milhões. O Brasil consumiu 2,2 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos, com expansão de 0,5% sobre igual mês de 2014, mas no trimestre, o consumo de 6,1 milhões de toneladas foi 2,7% menor do que 2014.

O presidente executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes, avaliou que, apesar da pequena melhoria observada no trimestre, “não há nada no curtíssimo prazo que sinalize melhoria acentuada desse cenário”. Os setores consumidores de aço brasileiro apresentaram desempenho muito ruim nos primeiros meses do ano, indicou.
(Com dados da EBC)

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