12 de abr de 2015

Salão da Rota das Emoções, a ser realizado em junho, vai atrair turistas para o litoral do Maranhão, Piauí e Ceará

Cerca de 500 empresários do Maranhão, Piauí e Ceará, que integram roteiro turístico integrado que liga o litoral dos três estados, estão sendo esperados em Jericoacoara (CE), de 25 a 27 de junho, quando será realizado o 3º Salão de Turismo da Rota das Emoções. Segundo o diretor técnico do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE), Alcir Porto, que coordena o evento, este número de expositores e visitantes tende a aumentar mais ainda com o interesse já manifestado por agentes de viagens, operadores de turismo e hoteleiros de outras regiões do Brasil e até mesmo de outros países.
Segundo Porto, a Rota das Emoções, que interliga os Lençóis Maranhenses, Delta das Américas (Piauí) e Jericoacoara (Ceará), é um dos destinos brasileiros que despertam mais interesse de turistas estrangeiros e do Brasil, pois consegue juntar num mesmo destino uma variedade imensa de atrativos naturais, culturais, culinários etc. Atualmente, mais de 50 operadores de turismo no Mundo vendem a Rota das Emoções e cerca de 50% dos pacotes oferecidos para este ano já foram comercializados, ou seja, é um dos melhores lugares para se investir em turismo nesta faixa nordestina.
Para o diretor técnico do Sebrae-CE, que nesta sexta-feira fez o lançamento do Salão, em São Luís, e sábado, em Barreirinhas, o grande desafio dos governos dos três estados é inserir mais ainda as comunidades que estão nesta Rota nos negócios, isto é, fazer com que participem economicamente, seja com fornecimento de alimentos, artesanato, serviços etc, já que a cada ano aumenta a procura de pessoas interessadas em empreender na região.
José Ribamar Moraes, diretor técnico do Sebrae-MA, que coordenou o último salão, em Barreirinhas, ano passado, diz que um dos registros mais importantes é que hoje um turista permanece mais de seis dias na região e não apenas dois, antes da integração, ou seja, quem vem aos Lençóis quer conhecer também o entorno e os outros estados que integram o roteiro, e vice-versa. “Um dia a mais de um turista num local significa movimentação financeira imensa”, diz ele, lembrando que isto representa uma diária a mais de hotel, pelo menos três refeições a mais, corridas de táxis, consumo de bebidas, artesanato etc.
Moraes e Porto concordam que os governos dos três estados precisam investir mais em infraestrutura para facilitar o acesso aos três pontos do roteiro, contudo lembram que a maioria dos visitantes deste destino quer é aventura, andar nas trilhas, ver como vivem as comunidades do entorno, ou seja, o máximo de contato com a natureza e com as pessoas que trabalham e residem nesses lugares.

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