6 de abr de 2015

Mulheres de presidiários vão ao Palácio dos Leões reivindicar melhor tratamento para seus maridos no Complexo de Pedrinhas

Murilo Andrade (C), Francisco Gonçalves e Jefferson Portela dialogaram com
mulheres de presidiários que foram reivindicar melhor tratamento aos maridos
O secretário de Administração Penitenciária, Murilo de Andrade, veio a público nesta segunda-feira para tratar de uma importante medida com vistas a melhorar os serviços no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, mas nada relacionado ao regaste de prisioneiros na madrugada de domingo. No Palácio dos Leões, ele recebeu sete mulheres de presidiários, que foram reivindicar melhoria no fornecimento da alimentação, das estruturas para visitas íntimas, fornecimento de fardamento e de kits de higiene para os presos, bem como entrada de remédio no complexo e outras melhorias.
Murilo de Andrade explicou que as questões já estão sendo solucionadas, com o objetivo de garantir o cumprimento dos direitos e dos deveres dos presos e de seus familiares. No que diz respeito às estruturas de visitas, o secretário explicou que novas celas para visitas íntimas já estão sendo construídas e que um toldo já está sendo providenciado para ser instalado no pátio durante as visitas sociais. “Em caráter de urgência vamos instalar um toldo para proteger os presos e familiares durante as visitas, mas já estamos adquirindo as telhas para fazer uma cobertura definitiva”, pontuou Murilo.
O secretário também destacou que, em caso de denúncias de maus tratos e outras questões, os familiares tem um canal direito pela ouvidoria e corregedoria da secretaria, que garante o anonimato e a investigação. “É importante oficializar cada denúncia para garantir que ela seja investigada e que as providências necessárias sejam tomadas”, completou o secretário Murilo de Andrade.
Para dar continuidade ao diálogo em busca da melhoria contínua do Sistema Penitenciário maranhense, uma nova reunião entre os secretários de Estado e as representantes das mulheres de presos foi marcada para o próximo dia 5 de maio. “Aqui foi levantado um conjunto de questões, que o governo vai analisar uma a uma e tomar as providências adequadas. Vamos voltar com a conversa daqui a 30 dias, para avaliar a situação à luz das medidas adotadas”, explicou o secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves.

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