12 de jun de 2015

Exportação de alimentos e de móveis pode ser grande oportunidade de negócios com os países árabes

As especificidades do mundo árabe, como negociar com eles e como tornar o contato com os países da região, foram apresentadas no encontro de negócios ‘Maranhão for Business – Liga Árabe’, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), terça-feira (09), numa iniciativa que visa a incentivar o empresariado do Maranhão ao comércio exterior. Atuaram como palestrantes o diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby (foto); a consultora Valeska Trinta, especialista em Comércio Exterior; e Pablo Zarthur Rebouças, secretário adjunto de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura de São Luís.

Na abertura, Alexandre Ataíde, que representou o presidente da Federação, Edilson Baldez, destacou o protagonismo da ação do Centro Internacional de Negócios da Fiema para o alcance de novas rotas de mercado para empresas maranhenses. “Os países da Liga Árabe tem um grande poder econômico, estão se desenvolvendo extraordinariamente nas últimas décadas e são potências econômicas que têm interesse em investir no Brasil, e nós temos potencial para comercializar com eles”, ressaltou.

Segundo o diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, em 2014, o Brasil exportou mais de US$ 13 bilhões para a Liga Árabe, o que equivale a pouco mais de 4,5% do total de exportações dos países árabes. Desse comércio, o Maranhão colaborou com apenas 0,4%.

Entre os principais produtos exportados do estado para os árabes, em 2014, estão produtos químicos inorgânicos, sementes e frutos oleaginosas e soja. Mais de 80% da pauta de exportação brasileira consiste em combustíveis minerais, adubos e fertilizantes, plásticos e tapetes de algodão. “Mas há potencial a ser explorado que pode aumentar essa participação do Maranhão nos produtos alimentícios, como castanhas de caju e do Brasil, doces e compotas de frutos tropicais, carnes de boi e de frango,”, afirmou Alaby. Com relação à venda de produtos árabes para o Estado, o diretor-geral sinalizou potencial para azeite de oliva, tâmaras, vinhos, especiarias, algodão, artigos de confecções, autopeças para automóveis, produtos petroquímicos, entre outros. 

Além das oportunidades de negócios que os maranhenses podem realizar com os países árabes, o secretário adjunto de Desenvolvimento Sustentável (Seplan) da Prefeitura de São Luís, Pablo Zarthur Rebouças, fez uma exposição aos convidados sobre os programas que o governo municipal possui para atrair empresas para São Luís, em especial, para o Centro Histórico. “São incentivos fiscais que já existem e que a Prefeitura de São Luís buscou e está colocando à disposição dos investidores que queiram expandir negócios para a nossa cidade, o que pode interessar também aos países árabes”.

Outra palestra foi, ainda, apresentada pela especialista em Comércio Exterior, Valeska Trinta, que comentou a logística do Maranhão, em especial a portuária e listou os diversos programas existentes no país para incentivar as empresas ao comércio exterior.

Nenhum comentário: