8 de jun de 2015

Federação das Indústrias elabora documento com sugestões para melhorar a malha viária maranhense

Na última reunião do Conselho Temático de Infraestrutura e Obras da Federação das Indústrias (Fiema), sob o comando do vice-presidente José de Ribamar Barbosa Belo, empresários das indústrias de cerâmica e arroz do Estado do Maranhão apresentaram um relatório contendo a situação atual das principais rodovias que cruzam o Maranhão, entre elas a BR-222, BR-135 e BR-136, e que impactam na produtividade das empresas. O levantamento foi entregue aos representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e  Assembleia Legislativa.

O relatório foi elaborado pelo Sindicato das Indústrias de Cerâmica para Construção do Estado do Maranhão (Sindicerma) e apresentado pelo presidente Benedito Bezerra Mendes, também em nome do Sindicato das Indústrias de Arroz (Sindiarroz). “Estamos entregando esse relatório para somar esforços às instituições e órgãos aqui presentes, na busca de soluções para melhorar a qualidade das rodovias do nosso estado, problema que impacta diariamente nas nossas indústrias e no desenvolvimento do Maranhão”, revelou o presidente do Sindicerma.

Benedito, que é empresário do segmento, explicou que, atualmente, em torno de 120 indústrias do setor utilizam as BRs para circulação da produção de cerâmica vermelha dentro do estado e fora dele. Cerca de 70% dessas empresas são sindicalizadas e empregam, em média, 12 mil trabalhadores, que contribuíram para que, nos últimos 15 anos, o estado se tornasse autossuficiente no produto. No entanto, a má conservação das estradas encarece em pelo menos 30% os custos de produção, prejudicando o setor industrial e a economia local.

Entre os entraves expostos pelo empresário, a grande quantidade de quebra-molas em pequenas distâncias chamou a atenção dos membros do Conselho. “São 48 lombadas somente nos primeiros 100 km entre São Luís e Entroncamento”, declarou. Segundo Benedito Mendes, a maior parte deles foi construída pela própria população, em protesto aos acidentes e atropelamentos causados aos moradores que instalam suas residências à beira das estradas maranhenses, invadindo a faixa de domínio das malhas viárias. “Esse é outro problema grave, a invasão da faixa de domínio. É preciso haver mais fiscalização para que as famílias não arrisquem suas vidas construindo casas próximo às rodovias”, comentou.


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