16 de jun de 2015

Ofício de Márcio Jerry orientando os deputados sobre como criar emendas ao orçamento irrita Andrea Murad

Um ofício do secretário estadual de Articulação Política e Assuntos Federativos, Márcio Jerry, aos deputados, ditando regras sobre uso de emenda parlamentar, irritou a peemedebista Andrea Murad, que foi à tribuna na sessão desta terça-feira (16) para dizer que o Governo do Estado tenta mudar a Lei Orçamentária através de ofício. "Eu quero saber o que o secretário Márcio Jerry e o governador Flávio Dino estão pensando que os deputados são. Eles acham que, a bel prazer, podem mudar a Lei Orçamentária aprovada aqui na Assembleia? Eles acham que agora num simples ofício, podem mudar a destinação do que foi aprovado aqui ano passado?. É inacreditável o que acontece nesse governo”, protestou.

Na avaliação de Andrea Murad, a iniciativa do secretário do governador Flávio Dino caracteriza vários crimes contra a Lei Orçamentária aprovada pelos deputados em 2014 e agora alterada, via oficio, sem ter passado pelo parlamento como é obrigatório. A deputada afirmou “que o mais chocante é que tenha mandado para os deputados novatos o mesmo ofício, sendo que não tem emenda aprovada por esta casa para os novatos”.

De acordo com o ofício, o secretário Márcio Jerry estipula o valor máximo de emendas por áreas: saúde R$ 1.150.000,00, cultura R$ 500.000,00 e outras no valor de até R$ 1.650.000,00. A deputada explicou que o secretário pode ter cometido uma série de crimes como prevaricação (Art. 319 do Código Penal), crime contra finanças públicas (Art. 359 da Lei nº 10.028) e improbidade administrativa (Art. 11 da Lei nº 8.429).

"Um ato como esse de um secretário que passa por cima de tudo e de todos, configura crime de prevaricação porque ele pratica ato contra disposição expressa da lei orçamentária para satisfazer interesses pessoais e políticos do governador; configura também crime contra finança pública onde Márcio Jerry ordena despesa não autorizada por lei, caso esse ato se concretize; e pior, improbidade administrativa porque ele vai contra os princípios da legalidade, moralidade, interesse público e lealdade às instituições. É mais grave ainda porque ele se apropria da competência do parlamento, promovendo esse tipo de alteração que deveria ser aprovada por esta casa e não foi", explicou Andrea Murad.

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