29 de ago de 2015

João Abreu diz que indiciamento pelo Ministério Público é resultado de "pressões disparadas pelo Palácio dos Leões"

Em nota distribuída neste sábado (29), o empresário João Guilherme de Abreu, que foi chefe da Casa Civil de Roseana Sarney, disse que se indiciamento por suspeita de recebimento de propina no esquema de pagamento de precatórios no caso da Constran já era esperado. Ao comentar a repercussão que teve na imprensa local a notícia publicada em primeira mão, pelo jornal O Estado de São Paulo, quinta-feira (27), alfinetou: "Como era de se esperar, essa notícia reverberou na imprensa e blogs da Capital, principalmente naqueles alinhados com o Governo do Estado".

João Abreu também se considera vítima de perseguição do governador Flávio Dino, embora não o cite diretamente na nota. "Meu indiciamento já era por mim esperado, e por todos os que me acompanham neste momento tormentoso, porque somos conscientes de que os ilustres delegados encarregados do inquérito não conseguiriam resistir às pressões disparadas do Palácio dos Leões", mas em outro trecho tenta diminuir o efeito da medida, ao afirmar que "indiciamento não é acusação, mas mera colheita dos dados de identificação de alguém que, na opinião da polícia, reúne indícios de ter sido o autor do ato sob investigação. Ele não gera processo, que só é instaurado com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, se recebida pelo Judiciário".

João Abreu tenta manifestar tranquilidade quanto ao futuro das investigações. "Estou absolutamente tranquilo e aguardo, com serenidade, o desdobramento do caso, consciente de que o indiciamento é injusto e motivado por decisão política. Não há nos autos do inquérito elementos mínimos indicadores da existência do alegado crime. Tudo se resume na afirmação feita pelo doleiro Alberto Yusself, um dos principais envolvidos na famosa Operação Lava Jato, que alega ter me mandado entregar vultosa quantia para “distribuir a integrantes do governo do Maranhão em troca do pagamento do precatório”.

Ele prossegue, dizendo que não há comprovação alguma da materialidade desse delito, "mas foi com base, exclusivamente, na afirmação desse renomado delinquente, que se apoia o indiciamento, sem fundamentos ou prova que o justifiquem. E mais ainda, sem levar em consideração que o acordo celebrado entre o Governo do Estado e a Constran se sustentou em judiciosos pareceres emitidos pela Secretaria de Planejamento do Estado e pela Procuradoria Geral do Estado e envolvia uma dívida que o Estado tinha para com a referida empresa, apurada através de um longo processo judicial, que tramitou por todas as esferas do Judiciário e contra o qual já não era mais possível opor resistência alguma".

Por fim, diz que agora "caberá agora ao Ministério Público Estadual analisar se me acusa ou não, com os parcos elementos contidos no inquérito".

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