21 de ago de 2015

Psicanalista argentino profere palestra sobre o amor nesta sexta-feira, no Uniceuma do Renascença

Com advento das novas tecnologias, da popularização das redes sociais, o amor está cada vez mais banalizado. Ama-se tudo e fala-se de amor com uma facilidade nunca vista antes. Esse será o tema da palestra do psicanalista argentino Alberto Saúl, que será ministrada nesta sexta-feira, 21, às 19h, no Salão Nobre da Biblioteca da Universidade Ceuma (Renascença II). O evento promovido pela Delegação Geral Maranhão da Escola Brasileira de Psicanálise tem entrada gratuita e destinado a profissionais da área, professores, universitários e interessados pelo tema.

Segundo Saúl, para a psicanálise o amor não é algo natural, é construído de acordo com as necessidades humanas. “Assim, quando fazemos amor, não necessariamente estamos amando. A simples satisfação sexual somente requer uma parte do corpo do outro”, explica o psicanalista. Para ele, da mesma maneira não se deve achar estranho que a tecnologia substitua o corpo do parceiro. Entre os corpos dos amantes há sempre algo e mesmo na mais profunda fantasia não é certo que se esteja com quem realmente se crê que estar. “Então, por que a tela do computador não pode substituir um corpo, ou o mouse as mãos de alguém e um clique equivaler-se a um beijo?”, questiona Saúl. A consequência disso é o progressivo isolamento, que necessita apenas do individuo e de sua máquina.

De acordo com o palestrante, o amor seria um antídoto para esse autismo. Para ele, quando uma mulher entusiasmada por seu primeiro encontro se produz toda, usa rímel, batom, faz um belo penteado e usa sua melhor roupa, isso sim é amor. “Porque ela se entrega para esta ocasião, se entrega para o homem o testemunho evidente de sua imperfeição natural. Por isso, o crime mais cruel contra uma mulher, ao nível do amor, é desdenhar de sua elegância”, ressalta Saúl.

Além da palestra “Problemas do amor no século XXI”, Alberto Saúl ministrará o seminário “A feminilidade, entre a criança e sua mãe”, que ocorrerá no sábado, na UNDB (Renascença II). Informações sobre o evento pelos telefones 99141-5163 e 98822-1017 e ainda pelo e-maildelegacaogeralmaranhao@gmail.com. Na terça-feira, 25, o psicanalista argentino será um dos comentadores da sessão do filme Cisne Negro, na UNDB. A partir das 19h, haverá exibição e bate-papo sobre temas relacionados ao longa-metragem, com entrada franca.

Nenhum comentário: