9 de ago de 2015

Vice-governador Carlos Brandão deve ficar fora da agenda de Dilma Rousseff em São Luís nesta segunda-feira

É quase certo que o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) se manterá ausente da agenda que a presidente Dilma Rousseff (PT) cumprirá nesta segunda-feira (10) em São Luís, onde entrega residências do Minha Casa Minha Vida e inaugura um terminal de grãos, e por questões óbvias: seu partido trabalha em nível nacional pela derrubada da presidente e é um dos que mais cobram aprofundamento nas investigações que podem desgastar mais ainda sua imagem perante à população. Recentemente, na convenção nacional dos tucanos, Brandão chegou a afirmar que se a eleição fosse hoje, o senador mineiro Aécio Neves seria o novo presidente do Brasil e por diversas vezes já declarou que o atual governo perdeu o rumo.

Brandão, que apoiava Aécio em 2014, e o governador Flávio Dino (PCdoB), que apoiava Dilma, conseguiram costurar uma aliança contra o Sarneísmo, mas os discursos de ambos hoje são conflitantes. Enquanto o governador trabalha pela manutenção do mandato a presidente, Brandão participa das articulações que podem levar ao impeachment ou à renúncia de Dilma Rousseff. São posições tão contrárias que, vez por outra, aliados do governador, pelas redes sociais, chamam os partidários do vice de golpistas.

Para evitar esse constrangimento, até porque estando na comitiva terá de se fotografado ao lado da presidente, o mais provável é que o vice-governador arranje um outro compromisso se mantenha distante da presidente e de seus aliados políticos, até porque agindo assim estará sendo coerente com seu discurso.

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