2 de set de 2015

Invasões podem transformar Distrito Industrial de São Luís numa gigantesca favela, e Governo do Estado nada faz

Os empresários instalados no Distrito Industrial de São Luís estão preocupados com  o acelerado processo de ocupação da área por invasores e dizem que dentro de pouco tempo as indústrias vão estar cercadas de residências, podendo os moradores recorrerem a Ministério Público e outros órgãos para fecharem empresas ou cobrarem indenizações por problemas gerados por poluição do ar e/ou sonora. Vale ressaltar que fato semelhante ocorreu em Açailândia, onde as indústrias de ferro-gusa se instalar em Pequiá, e depois várias famílias se instalaram nas proximidades e ainda tiveram de ser indenizadas pelas indústrias.

A empresa Elétrica Visão é um exemplo desse processo danoso por que passa o DI. A empresa fez grande investimento para sair do bairro da Forquilha, porque estava em área residencial, mas vê surgirem muitas construções de casas residenciais na vizinhança, ou seja, daqui a pouco estará na mesma situação de alguns anos atrás. Outro empresário, que pediu para não ter seu nome mencionado, diz que o Estado pode até não ter como retirar os invasores, mas tem poderes para intermediar uma solução e evitar que o DI vire uma favela, até para que isto não sirva de desestímulo para as empresas que o Governo está querendo atrair para o Maranhão, onde não se tem garantia de que a propriedade é respeitada.

O Governo do Estado diz que as invasões privadas, portanto não pode intervir na questão, mas a venda é na verdade uma concessão, portanto se há terrenos vazios que o Estado tome de volta e ofereça a quem deseja empreender. Além de poder intermediar, o Governo do Estado deve manter a segurança da área, e se isto viesse ocorrendo as invasões teriam sido abortadas no começo. Caso o poder público demore a agir, em pouco tempo um novo bairro estará consolidado no DI e vai ser muito difícil encontrar uma saída pacífica.

Um comentário:

gilmar trindade de araujo disse...

pois eu acho que o outro lado da moeda deve ser ouvido pois nao a politica publicas de moradias para a populaçao por isso a invasoes coletivas de areas do estado pois e direito do cidadao a segurança,moradia e saude.os empresarios tem tambem os seu direitos nao nego ,mais no caso desta area nao estava sendo utilizada a mais de 8 anos,ate a maramar nautica estava com o barracao desocupado,mais assim que comecou a invasao a empresa paga 5 funcionarios so pra ficar batendo em metais la pra dizer que estao trabalhando mais os moradores das proximidades sabem a verdade.pois digo-lhe quem tem razao os invasores que nao tem moradia diguina ou empresario interessados em manter uma area que nao estao usando pra nada