15 de nov de 2015

Por se tratar de uma operação complexa, embarque de bois no Itaqui prevista para esta segunda-feira é adiada

A operação de embarque de animais bovinos, no Porto do Itaqui, prevista para começar na madrugada desta segunda-feira (16) foi adiada e o mais provável é que comece na terça-feira (14), notícia que nada agrada à exportadora Minerva, que paga ao navio Adelta, que fará o transporte para a Venezuela, multa de 25 mil dólares por cada dia que permanece fundeado na Baía de São Marcos.

Apesar de ter sido apontada como uma alternativa rápida para o bloqueio dos  portos do Pará para esse tipo de operação, a opção pelo Maranhão não parece tão simples, haja vista ser esta a primeira do gênero no Itaqui, e ela exige uma estrutura muito grande, pois, afinal de contas, são 5 mil reses, 250 carretas que estão fazendo o transporte do Pará para São Luís, dezenas de trabalhadores e deve haver um cronograma de embarque no navio que evite riscos.

Além das questões operacionais, o embarque desse tipo exige fiscalização do Ministério da Agricultura, Receita Federal, Receita Estadual, Marinha, ou seja, é muita burocracia para ser desenrolada em tão pouco tempo.

Os embarques de bois no Pará foram proibidos depois do desastre ocorrido no Porto de Vila do Conde, onde um navio, igual ao Adelta, naufragou e milhares de animais morreram afogados, como mostra a foto ao lado. Com a proibição do Governo Paraense, os fazendeiros recorreram ao Governo do Maranhão e este aceitou fazer o transporte, até porque pretende se tornar porta definitiva de saída de bois em pé para outros países.


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