7 de dez de 2015

Hildo Rocha é indicado pelo PMDB para a comissão que irá analisar pedido de impeachment da presidente Dilma

O deputado Hildo Rocha (MA) foi um dos escolhidos pelo líder do PMDB na Câmara Federal, Leonardo Picciani (RJ), para integrar a comissão especial que analisará o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Além dele, o próprio Picciani e os deputados João Arruda (PR), José Priante (PA) e Washington Reis (RJ), mas ainda falta ser escolhidos três.

As outras três vagas serão escolhidas até o fim da tarde desta segunda-feira e deverão ser destinadas a peemedebistas considerados por Picciani como mais "radicais", ou seja, favoráveis ao impeachment. Devido à grande demanda de parlamentares e os cálculos que as bancadas ainda fazem, Eduardo Cunha decidiu prorrogar o prazo final para a apresentação dos nomes, de 14h para até as 18h desta segunda-feira.

"A chave de toda a coisa é o PMDB. É o PMDB que terá peso na evolução do processo do impeachment", comentou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Com o direito de indicar o maior número de representantes, PT e PMDB avaliam abrir mão de indicar o comando do colegiado. O objetivo é trabalhar para emplacar nomes de partidos aliados na coordenação dos trabalhos. Um dos cotados pelo PT para presidir a comissão é o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), próximo ao ministro da Casa Civil, Jaques Wagner.

Tradicionalmente, as duas maiores siglas ou blocos partidários indicam o presidente e o relator das comissões especiais. Mas, dessa vez, a eleição será aberta a todas as siglas e haverá disputa. PT e PMDB estudam não participar com o argumento de que têm interesses diretos no processo em análise, uma vez que Dilma é filiada ao PT e o vice-presidente Michel Temer, ao PMDB.
(Com dados da Veja)

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