22 de dez de 2015

Num ato irresponsável, prefeitos interditam BR 135, prejudicando milhares de pessoas no direito de ir e vir

Se o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Gil Cutrim, mandar fazer uma pesquisa para saber o que a população achou do protesto por ele liderado na BR 135, nesta terça-feira (22), certamente verificará que poucos ou quase ninguém se associou à sua reivindicação, até porque por mais de um hora o que ser viu e ouviu na única via para entrada e saída de veículos em São Luís foi reclamação por parte daqueles que tinham compromissos a cumprir, mas que os prefeitos liderados por Gil Cutrim decidiram impedi-los de se locomover.

A manifestação era contra a queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e outras transferências da União para as prefeituras, o que estaria prejudicando as gestões municipais.

Os prefeitos que estavam no trio elétrico, protestando, esqueceram que muitas das pessoas que estavam nas estradas ali se encontravam por culpa deles. Era gente querendo uma consulta médica, uma internação, uma cirurgia e uma série de outros serviços que as prefeituras não oferecem, por desleixo dos seus gestores. Além do mais, pouca gente acredita que é apenas a diminuição de recursos que leva as prefeituras a não prestar serviços de qualidade à sua população.

Há ainda nesta questão o agravante de terem ferido, os prefeitos, o Artigo 5º da Constituição Federal, que eles, ao tomarem juraram cumprir e fazê-la cumprir, pois XV está assegurado a todos os cidadãos o direito de ir e vir, direito que foi negado enquanto durou o protesto.

“Nosso ato visou, tão somente, mostrar para a sociedade que o pacto federativo injusto está massacrando as cidades. Mostrar que, somente através da união dos prefeitos e dos demais agentes da classe política, será possível modificar essa realidade. Hoje, ao promovermos essa mobilização, demos exemplo de força, de união e de compromisso com o povo maranhense”, justificou o presidente da Famem

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