31 de dez de 2015

Randolfe Rodrigues, apontado como beneficiário da Lava Jato, é investigado por João Alberto no Conselho de Ética

Apontado como uma das reservas morais do Congresso Nacional, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) caiu na vala comum dos políticos brasileiros ao ter seu nome relacionado entre os que receberam propina do esquema Lava Jato. O delator Carlos Alexandre Rocha, em depoimento à Justiça Federal, disse ter ouvido, pelo menos uma vez, o doleiro Alberto Youssef, para quem trabalhar, ter dito que repassou dinheiro ao senador pelo Amapá, um valor na ordem de R$ 200 mil. Além da Randolfe (foto), Carlos Rocha citou os nomes de Aécio Neves (PSDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) como beneficiário do esquema.

Randolfe Rodrigues já havia sido denunciado de participar de um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Amapá, quando era deputado estadual. O propinoduto seria patrocinado pelo ex-governador João Capiberibe (PSB). Esta denúncia foi que fundamentou a abertura de uma investigação contra ele, no Conselho de Ética do Senado, pelo seu presidente, João Alberto de Souza (PMDB-AP).

Quando abriu a investigação contra Randolfe, o senador João Alberto mirou um alvo, mas acabou acertando outro. Depois de ter sido criticado por haver aberto o processo do senador da Rede, juntamente com o de Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do Governo no Senado, pois estaria criando constrangimento a um parlamentar exemplar, João Alberto agora tem razões de sobra para aumentar sua pressão investigativa contra o colega senador.

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