27 de jan de 2016

Agência da Rota das Emoções deixou de funcionar com Flávio Dino na Embratur e Gastão Vieira no MTur

Flávio Dino presidia a Embratur quanto a Rota das Emoções foi esquecida
Louvável os esforços dos governadores Flávio Dino (Maranhão), Wellington Dias (Piauí) e Camilo Santana (Ceará) para reativar a Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável (ADRS), a fim de impulsionar o turismo na Rota das Emoções, roteiro integrado nos litorais dos três estados, nos quais se inserem os Lençóis Maranhenses, Delta das Américas e Jericoacoara, respectivamente. Para que possam reativar a agência, os três governadores esperam contar com apoio do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur) e Ministério do Turismo, que já assumiram o compromisso de promover o destino internacional e dotar a ADRS de estrutura para funcionar bem.

Vale recordar que o Roteiro Integrado Rota das Emoções foi criado em 2007, quando o governador do Maranhão era Jackson Lago e o Ministério do Turismo era ocupado pela hoje senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), na época filiada ao PT. A ADRS, criada para cuidar do roteiro está desativada desde 2012, e aí vem a curiosidade, pois a esta época o presidente da Embratur era o atual governador do Maranhão e o Ministério do Turismo estava sob comando de outra maranhense, o então deputado federal Gastão Vieira. O governador do Piauí era senador da República e do Ceará era deputado estadual (mais votado em seu estado).

Lençóis Maranhenses: belezas a perder de vista, mas sem o devido cuidado
É bem provável que os três estados (leiam governadores) tenham sido pouco zelosos com a continuidade desse projeto, mas sem sombra de dúvida faltou apoio dos dois órgãos federais responsáveis pela política do turismo nacional. Vale citar também que a agência deixou de funcionar dois anos antes da realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, portanto se Gastão Vieira e Flávio Dino tivessem tido um pouco mais de preocupação com a promoção do turismo brasileiro, em especial do Nordeste e muito particularmente do Maranhão, jamais teriam permitido que a Rota das Emoções tivesse perdido sua importância e poderia muito estar consolidado internacionalmente como um destino atraente, tantos foram os turistas que circularam pelo país na época do evento esportivo.

Ressuscitada, a Agência sai da cova com um caixa de R$ 1,5 milhão. Que desta vez quem no passado lhe virou as costas cuide melhor deste belíssimo roteiro.


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