6 de jan de 2016

Fernando Furtado vê motivação política de adversários do governador Flávio Dino, para a "honraria" Racista do Ano

Quando vieram a público os vídeos em que o deputado Fernando Furtado (PCdoB), no calor das emoções, numa reunião com famílias retiradas das terras delimitadas como território dos índios Awá-Guajá, no município de São João do Caru, o parlamentar foi à tribuna da Assembleia Legislativa assumir o erro, pedir desculpas e colocar sua filiação à disposição dos dirigentes da legenda a que pertence.

A posição assumida pelo deputado comunista ganhou repercussão nacional e internacional, e por conta disto a ONG Survival International decidiu distingui-lo com o nada honroso título de Racista do Ano. Pesaram a favor da distinção a observação do deputado de que índios deveriam morrer de fome, "são bando de veadinhos (homossexuais)" e outros preconceitos.

Pois bem, Fernando Furtado resolveu se defender da mancha que a honraria pode dar ao seu currículo, e aí passou a acusar adversários políticos do governador Flávio Dino, no caso o Grupo Sarney, de estarem por trás da "homenagem" que lhe foi dada por uma ONG conhecida por sua "picaretagem internacional".

Diz um trecho da nota distribuída na segunda-feira (04): "são notórias as ligações que possui (a Survival International) com conhecidos segmentos políticos do Estado a quem presta mais um serviço sujo no intuito de tentar conspurcar a brilhante atuação do Deputado Fernando Furtado".

E sobre as motivações que levaram a ONG a lhe "homenagear", diz a nota do parlamentar: "esses ataques ao deputado Fernando Furtado prendem-se ao fato dele ser um radical defensor das mudanças que vem acontecendo em nosso Estado, capitaneadas pelo governador Flávio Dino, após ter derrotado uma oligarquia que infelicitava a vida dos maranhenses há 50 anos".

Outra motivação seria sua participação como relator da CPI da Saúde, comissão parlamentar de inquérito que sequer tomou um depoimento em seus noventa dias de funcionamento, tanto que, por não ter produzido nenhum relatório, teve seus trabalhos prorrogados por mais 60 dias.

Por fim, "este Gabinete devolve a “premiação” recebida ao tempo em que atribui à Survival Internacional o título de “ONG PICARETA DO ANO”.

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