3 de fev de 2016

Sem se reunir há quatro meses, Conselho Empresarial do Maranhão já começa a dar sinais de que perdeu a força

Anunciado em dezembro de 2014, a poucos dias da posse do governador Flávio Dino (PCdoB), o Conselho Empresarial do Maranhão (Cema) começa a dar sinais de fragilidade, pois nascido com a promessa de que se reuniria a cada dois meses para debater temas ligados ao setor econômico, não se reúne desde outubro do ano passado, quando os conselheiros se encontraram com o governador na abertura da Expo Indústria, no Multicenter Sebrae. A expectativa é que haja uma convocação, logo depois do carnaval, a fim de serem colocados em pauta assuntos que dizem respeito ao desenvolvimento do estado.

Nestes quatro meses sem reunião do Conselho, várias ocorrências foram registradas e o governo não abriu o debate para ouvir sugestões e/ou críticas. Nesse intervalo, por exemplo, já foram colocadas em vigor as novas alíquotas do ICMS, já houve a divulgação do mais alto registro de empregos desaparecidos no Maranhão, as projeções de safra foram anunciadas pela Conab e o IBGE, órgãos do governo foram fundidos, o Maranhão sofreu quedas absurdas no movimento de turismo e uma série de outros acontecimentos que poderiam estar sendo debatidos de maneira franca, até para que o empresariado conhecesse o posicionamento do governo e as providências que estão sendo tomadas.

Um dos membros do conselhos disse ao editor do blog que teme o colegiado estar em fase de perder sua importância e deixar de ser prioritário para o governo. Não bastasse a falta de reunião dos titulares, os empresários que estão nos agrupamentos de cadeias produtivas também se sentem abandonados, pois deixaram de ser convocados para reuniões e um dos setores que mais sentem pelo descaso é o de turismo, onde não há reunião desde o final do primeiro semestre. O setor de pecuária também deixou de se reunir há tempos, ou seja, até parece que o Cema está com dias contados.

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