10 de fev de 2016

Eliziane Gama corre contra o tempo para mostrar que tem potencial partidário para enfrentar Edivaldo Holanda

É no mínimo curiosa a situação da deputada Eliziane Gama (PPS), que, mesmo liderando as intenções de voto para a disputa da Prefeitura de São Luís, ainda não sabe por qual legenda concorrerá, apesar de recentemente ter trocado o PPS, pelo qual se elegeu para a Câmara Federal, pelo recém oficializado Rede de Sustentabilidade, liderado pela ex-senadora Marina Silva.
O dilema da parlamentar aumenta quando procura interessados em formar em torno do seu nome uma aliança que garanta pelo menos mais tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV e possa atrair também mais eleitores.

Embora não seja a preferida do Palácio dos Leões para a eleição da capital, pois o governador Flávio Dino (PCdoB) insiste na reeleição de Edivaldo Holanda Júnior (PDT), Eliziane ainda está na cota dos aliados do Governo do Estado, mas dificilmente encontrá no PSB, no PCdoB, PSDB e outras legendas que gravitam em torno do Executivo Estadual apoio, pois estes certamente vão seguir o receituário de Flávio Dino.

Se correr para uma alternativa mais radical, rompendo com o governo e buscando aliança com PV, de Sarney Filho, ou o PMDB, de Roseana Sarney, a deputada terá de estar preparada para o bombardeio dos "esquerdistas", por ter se ido buscar socorro nas forças que Flávio Dino derrotou em 2014.

Embora não confirme, Eliziane não estaria muito confortável na Rede, mas as alternativas são poucas, talvez até mesmo para um regresso ao PPS. Vale lembrar que, passado fevereiro, vão faltar quatro meses para as convenções partidárias. Até lá, a deputada tem de mostrar musculatura para enfrentar o desafio que vem pela frente.


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