20 de fev de 2016

Em Santa Inês, equipe de Ribamar Alves raspou até o fundo do tacho e deixou o novo prefeito sem dinheiro

Alguns integrantes da equipe do ex-prefeito de Santa Inês Ribamar Alves (PSB) parece estarem tão saudosos do chefe que não medem as consequências que podem levá-los a fazer companhia a ele no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Segundo declarações de Ednaldo Alves Lima, o Dino Alves (foto), que foi empossado quinta-feira (18) no lugar do prefeito, que está preso, acusado de estupro, não ficou um centavo nas contas da prefeitura, e mais: houve uma transferência de R$ 107 mil para a conta de uma empresa quando Ribamar Alves não era mais prefeito, ou seja, uma transação totalmente ilegal, que pode levar muita a gente a responder na Justiça.

A culpa de tudo isto pode ser debitada ao vereador Orlando Mendes, presidente da Câmara Municipal, pois este sempre se omitiu em tomar uma posição sobre o caso. Para que se tenha ideia, o prefeito Ribamar Alves foi preso dia 29 de janeiro e somente no dia 15 de fevereiro a Câmara se pronunciou sobre o caso, concedendo-lhe uma licença de 30 dias, mas sem empossar o vice, Dino Alves. Somente depois da ordem judicial é que o substituto legal foi empossado.

Isto significa dizer que durante 17 dias Santa Inês ficou sem prefeito, sem comando e quem exercia cargo de confiança recebia ordens de uma pessoa que estava a 250 quilômetros, numa cela de presídio. Uma situação que em nada dignifica a política. Diante do caos, o prefeito vai pedir estado de emergência, pois não tem dinheiro para pagar os servidores, tampouco para abastecer hospitais, de alimentos e medicamentos, e as escolas, de merenda escolar.

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