23 de fev de 2016

Liberdade de Delcídio do Amaral alivia críticas aos senadores maranhenses João Alberto e Roberto Rocha

A decisão do Judiciário de colocar o senador Delcídio do Amaral (foto ao lado), do PT-MS, em liberdade, salvo melhor interpretação, mostra que os dois senadores do Maranhão - Roberto Rocha (PSB) e João Alberto de Souza (PMDB) - que votaram contra a autorização de sua prisão estavam corretos (Edison Lobão se absteve), pois três meses depois da revelação do conteúdo da gravação que o incriminou, tanto o Ministério Público quanto o Supremo Tribunal Federal entenderam que não fazia sentido mantê-lo detrás das grades. O senador está inocentado? Não, mas vai poder se defender em liberdade.

Mais correto ainda, apesar das críticas sofridas, parece estar o senador João Alberto (abaixo), que preside a Comissão de Ética do Senado, por não ter precipitado a votação da perda de mandato do colega, pois sempre entendeu que isto só deveria se dar depois do posicionamento final da Justiça. "Se nós senadores cassarmos o seu mandato e depois a Justiça disse que ele não deve ser condenado, como ficaremos?", questionou o senador maranhense numa entrevista concedida à revista Maranhão Hoje (edição de dezembro de 2015).

De volta ao Senado, Delcídio poderia até reivindicar a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que lhe foi tomada, mas preferiu não esticar a corda e vai deixar que Gleisi Hoffmann (PT-PR) seja mantida, apesar de estar apenas indicada.

Quando João Alberto e Rocha se posicionaram contra a prisão não lhe foram poupadas críticas daqueles que queriam um julgamento e uma execução da pena de imediato. Agora é esperar o desfecho deste caso, que pode até ser desfavorável a Delcídio, mas tudo dentro das normas legais e do regime do Senado. É chato viver em democracia, mas por ela muitas pessoas morrem Mundo afora, ou seja, a vida deve ser mais chata sem ela.

Além de Roberto Rocha e João Alberto, votaram contra a prisão do senador petistas, Ângela Portela (PT-RR), Donizete Nogueira (PT-TO), Fernando Collor (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Lindberg Farias (PT-RJ), Paulo Rocha (PT-PA), Regina Sousa (PT-PI) e Telmário Mota (PDT-RR)

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