8 de fev de 2016

Para Flávio Dino, ex-deputado Júlio Monteles é mais digno de ser nome de escola do que Ferreira Gullar

Flávio Dino (PCdoB) pode até se vangloriar do juramento que fez ao tomar posse como governador do Estado de cumprir a de fazer cumprir a Constituição do Estado, mas, salve melhor entendimento, cometeu uma das maiores injustiças contra a intelectualidade maranhense ao retirar o nome de um homem como Ferreira Gullar (foto ao lado) de um estabelecimento de ensino, simplesmente pelo fato de estar vivo, e colocar em outro o nome do ex-deputado Júlio Monteles, simplesmente pelo fato de estar morto.

Conforme notícia publicada nesta segunda-feira (08) pelo site Maranhão Hoje - www.maranhaohoje.com.br - no dia 17 de janeiro passado, o Diário Oficial do Estado publicou o decreto de Nº 31.4690, assinado por Sua Excelência em 04 de janeiro, pelo qual trocou as denominações de 37 estabelecimentos de ensino, simplesmente porque os homenageados são pessoas vivas, o que contraria a Constituição do Estado, promulgada em 1989. A maioria dessas homenagens foi dada muitos anos antes do inícios dos trabalhos da Assembleia Estadual Constituinte, instalada em 1987, mas vá lá...

Alguns dos nomes retirados, por mais questionável que seja o motivo, pode ser que tenha suas justificativas (primeiras-damas, ex-secretários, ex-deputados, ex-governadores etc), porém outras é de um intolerância sem tamanho.

Fico a imaginar a decepção que pode estar sofrendo a professora Joana Fernandes de Moraes Santos, Dona Joana de Borges, como é mais conhecida em Pindaré-Mirim, que sentiu sobre ela o mesmo peso da vingança exercido contra o ex-presidente José Sarney, que teve seu nome substituído de uma escola do municípios (e de seis outros mais) pelo de um professor já falecido. Joana era também nome de escola e sua homenagem foi trocada pelo de Raimunda Matos, que certamente deve ser outra pessoa digna. Eu me recordo quando Joana Santos foi tirada do seu sossego por militantes do PCdoB para aceitar, contrariando todas suas convicções de católica, uma candidatura a prefeita, simplesmente para abrir caminho para Flávio Dino um dia passar. Que injustiça!

Há casos nais graves, porém, neste ato do governador, como, por exemplo, o de tirar o nome de José Maria Cabral Marques (foto à esquerda) de uma escola em Anapurus e em seu lugar botar o do ex-deputado Júlio Monteles. Cabral Marques, que é membro da Academia Maranhense de Letras, foi reitor da Universidade Federal do Maranhão e do Uniceuma e tem outros atributos no campo da Educação, mas talvez seu grande defeito, para Flávio Dino, é o de ter sido secretário de Educação no governo de José Sarney e ter implantando um projeto pioneiro de educação à distância, os Centros de Ensino do Maranhão (Cema), pelo qual aulas eram transmitidas num sistema fechado de televisão, a TV Educativa. Júlio Monteles, muitos não conhecem o que fez, mas talvez uma pesquisa nos anais da Assembleia Legislativa, possa clarear as dúvidas.

Em Bom Jesus das Selva, alguém teve a brilhante ideia de homenagear o poeta maranhense, membro da Academia Brasileira da Letras, Ferreira Gullar tomando seu nome para denominar um Centro de Ensino. Flávio achou por bem trocá-lo pelo de Luiz Sabry Azar. Nada contra, mas talvez o primeiro fosse mais apropriado, pelo que representa o Brasil mundialmente em termos de cultura, de educação. 

Para ler todas as mudanças que foram operadas nas escolas do Maranhão que tiveram nomes trocados acesse www.maranhaohoje.com.br

Um comentário:

Alan Ferreira disse...

Aquiles, que implicância você tem com Flavio Dino, o que foi, tá com saudades do caos, do passado, da Roseana, do Ricardo Murad e cia. Esse governador fez muito dentro de um ano, o que normalmente outros governantes diriam que esse primeiro ano era só pra arrumar a casa. Criticar, como criticou a falta de atitudes do governo, em relação as invasões do Distrito Industrial é um coisa(gostei), agora implicar pura e simplesmente tolice. Eu não quero acreditar que vc está com saudades do sarneys no poder. Parece que ver o Maranhão atolado em merdas.