5 de mar de 2016

Com três ex-presidentes investigados, Brasil parece amadurecido democraticamente, mas não é bem assim

Três ex-presidentes brasileiros estão sob investigação Judicial neste momento. Fernando Collor de Melo e Luís Inácio Lula da Silva, por possível favorecimento financeiro (pessoal e familiar), no esquema de corrupção montado dentro da Petrobras, e Fernando Henrique Cardoso, por uma suposta emissão de dinheiro (via terceiros) para o exterior a fim de sustentar um filho (que pensava ser seu) fora do casamento.

Aos olhos do mundo e até mesmo em alguns ambientes no país isto é um sinal de amadurecimento das instituições que sustentam a democracia brasileira, porém quando se vê episódios como os desta sexta-feira (04) percebe-se que o país ainda está longe de aceitar que todos são iguais perante às leis, como reza a Constituição Federal.

Se a Polícia Federal tivesse levado coercitivamente Collor ou FHC para depor, nada demais teria ocorrido - talvez, no máximo, comentários nas redes sociais e nas mídias tradicionais -, entretanto como o convidado a "passear" numa viatura da PF foi Lula, o Brasil está agora à beira de um incêndio, pois o aparelhamento do Estado Brasileiros por "companheiros" faz surgir grupos paramilitares dispostos a desrespeitar a ordem democrática, as leis, a Justiça e tudo o mais que atentar contra seus esquemas.

O próprio ex-presidente se encarregou de chamar as massas para o confronto de "nós contra eles". Se autointitulando de "jararaca", ou seja, cobra venenosa, Lula usa argumentos para confundir a opinião pública, pois em vez de esclarecer o que está sendo investigado, puxa para o fato de ser sido operário, ter trabalhado para os pobres e uma série de outras coisas que a elite detesta. Mas qual elite? Os donos da Odebrecht, da OAS, da Andrade Gutierrez e outros milionários que teriam se associado a ele? Lula com esses argumentos joga uma parcela da população contra as instituições e isto é muito perigoso, até porque alguns seguem cegamente esse receituário.

Só a título de comparação, no vizinho Peru, o ex-presidente Alberto Fujimori, depois de recuperar a economia do país e livrá-lo do terrorismo de esquerda, foi condenado e nada demais aconteceu. Também na vizinha Argentina, os ex-presidente Jorge Videla e Reynaldo Bignone foram condenados, e nada aconteceu. Na Itália, o ex-primeiro ministro Sílvio Berlusconi foi condenado e a Itália está intacta. Na Espanha, a princesa Cristina está sendo julgada por participar de um esquema de sonegação de impostos com o marido. Os espanhóis respeitam a Coroa, mas sabem que lei é lei, por isto não atentam contra a ordem no país.

Quando o Brasil vai aceitar esse tipo de coisa como normal, sempre que alguém cometer um desvio de conduta, seja o acusado milionário, doutor, operário ou réptil?



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