8 de abr de 2016

Propaganda de eficiência da polícia contando com a ação de bandidos gera constrangimento ao Governo Estado

Fazer estatística sobre desempenho de governo em questões que envolvem bandidos nem sempre, ou melhor, quase nunca, dá certo, pois o crime é uma coisa anormal e quem comete sempre age de surpresa, diferente de construções de obras de infraestrutura, melhorias no setor educacional, promoção do turismo etc.

É o caso dos arrombamentos de bancos no Maranhão, pois no exato momento em que o governo comemorava registro de zero ocorrência em março e até recebeu elogios do Banco do Brasil pela eficiência da polícia, uma quadrilha explodiu uma agência do BB em Santa Luzia, mostrando que a bandidagem está sempre de prontidão, portanto melhor tratar esses assuntos com cautela, sem excesso de otimismo.

A mesma coisa pode ser dita sobre motins em presídios, que não ocorrem em grandes proporções desde 2014, o que leva o governo a se vangloriar da eficiência de sua política carcerária em comparação a do governo anterior, mas nunca se deve esquecer que em cada presídio há um amontoado de criminosos estudando como e quando agir no momento certo. 

Imagine se o próximo presidente da França no seu primeiro ano de governo, para provocar o antecessor, propagasse que nenhum atentado terrorista se registrou como os de 2015, os terroristas iriam ajudá-lo a manter esses índices ou iriam continuar com sua missão de destruir os "impuros"? 

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