25 de abr. de 2016

Leilão de equinos pode ser último ato dos pecuaristas no Parque Independência, que será devolvido ao estado

O 4º Leilão TN, marcado para esta segunda-feira (25) pode ser o último ato dos pecuaristas no Parque Independência, pois o imóvel, que é administrado pela Associação dos Criadores do Maranhão (Ascem), em regime de comodato, válido até 2022, está sendo reivindicado pelo Governo do Estado, devendo as chaves serem entregues, até sexta-feira (29), na Secretaria de Administração. O leilão, promovido por Talib Naufel Neto, do Haras São Luís, é voltado para a comercialização de equinos Quarto de Milha e nele serõo vendidos 35 lotes, de machos e fêmeas. O leilão será transmitido pelo Canal Terra Viva, do Grupo Bandeirantes, mas o organizador vai reunir diversos criadores para assistirem à transmissão e dar seus lances, mesmo à distância.

O comunicado do Governo foi feito no mês de março e até o momento não foi possível um encontro entre os diretores da Ascem e gestores do Estado para definir uma série de questões que implicam esta devolução, dentre elas indenizações das benfeitorias e cessão do espaço para que a Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema) continue sendo realizada no local.

Segundo o presidente da Ascem, José Assub Neto, a entidade já está iniciando os preparativos da Expoema e caso seja obrigada a entregar o parque dificilmente terá onde montá-la, ou seja, há uma grande possibilidade dela não se realizar em 2016, o que pode gerar uma série de prejuízos para a pecuária maranhense, haja vista que esta e a Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp) são as credenciadas no Estado a fazer julgamentos de animais que possam ter reconhecimento nacional.

O zootecnista Afrânio Gazolla diz que os efeitos serão sentidos daqui a cinco anos, pois sem a Expoema os pecuaristas deixarão de preparar seus animais para uma grande exposição e com isto o melhoramento genético dos animais tende a cair, não apenas de bovinos, mas também de equinos, ovinos, caprinos e outros.

Quanto a questão das indenizações, a diretoria da Ascem diz que fez um grande investimento para construção de sua sede dentro do parque, recuperou estábulos, criou áreas para leilões, fez arruamentos e uma série de outros melhorias que vão ser recebidos pelo Governo. São questões que, infelizmente, nenhuma autoridade do Estado se dispõe a debater, apenas pede o parque de volta.

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