26 de abr de 2016

Márlon Reis deixa magistratura e se o cavalo da política passar encilhado à sua porta ele vai montar já em 2018

Embora tenha afirmado que seu objetivo imediato, ao abandonar a magistratura para se tornar militante do partido Rede de Sustentabilidade, seja uma carreira política, o ex-juiz Márlon Reis deixou nas entrelinhas, nesta terça-feira (26), a possibilidade de vir a disputar um mandato eletivo em 2018, provavelmente de deputado federal. Segundo ele, neste momento suas intenções são, em primeiro lugar, recuperar sua carteira da OAB, suspensa desde que passou a ser juiz, para poder advogar e proferir palestras Brasil afora sobre política, meio ambiente etc.

Segundo o ex-juiz, que segunda-feira (25) enviou sua carta de renúncia ao Tribunal de Justiça do Maranhão, desde o ano passado vem alimentando a possibilidade de trocar a magistratura pela política e isto passou a se tornar mais presente em sua vida há cerca de seis meses.

Segundo ele, a falta de espaço no Judiciário para se fazer a defesa da sociedade foi uma das principais razões para deixar de ser juiz, e citou a construção da Usina de Belo Monte, no estado de Rondônia, e o acidente da Samarco, em Mariana (MG), como dois casos que aumentaram sua convicção para mudar de direção, pelos danos ambientais que estão causando ao país.

Indagado se pretende ingressar de corpo e alma na política, desconversou e disse que este não é seu objetivo imediato, mas provocado se montaria no cavalo, caso passasse encilhado à sua porte, ele disse que analisaria a possibilidade. Marlon Reis declarou que não teme entrar num conflito de ideias, já que é autor de uma das leis que mais contribuíram para moralizar a política, a da Ficha Limpa, com a convivência com políticos, se efetivar sua filiação partidária.

Ele espera que seu gesto contribua para que outras pessoas bem intencionadas deixem de rejeitar a política e passem a trabalhar pelo seu aperfeiçoamento.

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