13 de abr de 2016

Ministros de Dilma e dirigentes do PT acham que batalha contra o impeachment da presidente já está perdida

A jornalista Mônica Bergamo publica em sua coluna desta quarta-feira, na Folha de São Paulo, que nas contas de ministros do núcleo mais próximo de Dilma Rousseff a batalha do impeachment está virtualmente perdida. Segundo ela, nem todos jogaram definitivamente a toalha, mas há consenso de que o governo passa por seu pior momento.

De acordo com a jornalista, numa conversa entre um dos ministros e um integrante do PT a conclusão era a de que o governo, como se estivesse numa partida de futebol, está perdendo o jogo nos últimos minutos do segundo tempo. Só num milagre nos segundos finais salvaria a presidente.

Bergamo diz que na contabilidade do governo e de cientistas políticos que ajudam Dilma, ela contaria agora com no máximo 148 votos (8 do PSD, 3 do PSB, 17 do PR, 9 do PP, 5 do PTB, um do Dem, um do PEN, um do PT do B, dois da Rede, um do Pros, 6 do PTN, 2 do PHS, 10 do PC do B, 61 do PT, 6 do Psol e 15 do PDT). Faltariam 23 para barrar o impedimento.

Depois da debandada do PP, do PR e da maior parte do PSD, restaria ao governo fazer um corpo a corpo, deputado por deputado, no varejo do Congresso para conseguir os 23 votos que derrotariam o impeachment. "Se o governo conseguir mostrar, até o domingo, que tem alguma chance de ganhar, seria possível angariar 20 votos para ela dentro da legenda. Caso contrário, só dez, estourando".

Na contabilidade do governo, nenhum deputado do PSD ligado ao ministro Gilberto Kassab votará a favor de Dilma. Os parlamentares da legenda que ainda podem apoiá-la são, em sua maioria, da Bahia e do Ceará, cujos governadores são contra o impeachment.

Nenhum comentário: