13 de abr de 2016

Sem força junto à bancada maranhense na Câmara, o que Flávio Dino pode fazer para barrar o "golpe" contra Dilma?

O governador Flávio Dino (PCdoB), depois de ter se prontificado a dar aula de Direito e explicar a Constituição Federal, em Brasília (DF), a parlamentares, juristas, juízes federais, procuradores de Justiça, ministros do Supremo e outros agentes do "golpe" contra a presidente Dilma, continua com sua árdua missão nas redes sociais - twitter e facebook - para defender sua tese e agora desfila na propaganda gratuita do seu partido no rádio e na televisão, onde o cantilena continua.

O grande problema é que Flávio Dino fala apenas para o povo e mostra pouca influência junto a quem realmente possa decidir, ou seja, os deputados federais e senadores.

Com a adesão nesta terça-feira (12) do PP e do PRB à tese do impeachment, que Sua Excelência insiste chamar "golpe", passam a ser oito os deputados do Maranhão que devem votar contra a presidente no próximo domingo. Destes, são aliados do governador, ou pelo menos foram na eleição de 2014, João Castelo (PSDB), Eliziane Gama (PPS), Waldir Maranhão (PP) e José Reinaldo Tavares (PSB), mas não se sentem nem um pingo sensibilizados com o entusiasmo do mandatário maranhense.

Dos cinco que ainda restam como indecisos - Alberto Filho (PMDB), Hildo Rocha (PMDB), João Marcelo (PMDB), Sarney Filho (PV) e Vitor Mendes (PSD) - o governador não tem influência sobre nenhum. Dos que dizem votar contra o impeachment, dois - Weverton Rocha (PDT) e Rubens Júnior (PCdoB) - talvez deem alguma atenção ao governador, pois Júnior Marreca (PEN) e Aluísio Mendes (PTN) são de outra patota, do Sarneísmo, e Zé Carlos (PT) sequer frequenta o Palácio dos Leões e é capaz de ser mais roseanista do que dinista.

Segundo alguns analistas, Flávio Dino quer com que este discurso, na verdade, firmar posição nacional a favor da presidente para se tornar uma referência de esquerda, porém, pelo andar da carruagem, quando forem contados os votos dos que disseram SIM ou NÂO ao impeachment verificar-se-á que o governador não teve quase nenhuma influência sobre a bancada, pois é bem provável que apenas três dos dezoito deputados se mantenham pró-governo até o final. No Senado, ele não deve contabilizar um voto sequer. Se Dilma estiver dependendo de apoio assim, não há como evitar sua "queda".

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