7 de abr de 2016

Sistema de transporte coletivo em São Luís vai entrar em colapso no prazo de dez anos, adverte diretor do SET

Ao participar nesta quarta-feira (06) da reunião plenária da Associação Comercial do Maranhão, o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de São Luís - SET, Gilson Caldas, disse que “o Sistema de Transportes Coletivo Urbano do Brasil entrará em colapso no prazo máximo de 10 anos”. Segundo ele, em São Luís não é diferente, pois uma série de variáveis incide diretamente para que a situação se agrave, entre elas o trânsito, a situação da malha viária, a falta de segurança, as gratuidades, entre outros. De acordo com dados do SET, em 1999, São Luís possuía a segunda frota mais nova do país, com idade média de 2,5 anos. Já em 2016, a média é de seis anos.

A presidente da Associação Comercial do Maranhão, Luzia Rezende, destacou que essa é uma pauta que sempre deve estar em discussão, pois atinge a toda a sociedade. “A classe empresarial é atingida diretamente quando os serviços dos transportes urbanos são interrompidos. Não só como empresários, mas como cidadãos devemos nos preocupar com este setor de serviço essencial à sociedade”, destacou.

O vereador Fábio Câmara, que esteve presente na plenária, questionou a cerca da licitação dos transportes coletivos, que nunca foi realizada. O vice-presidente do SET, Gilson Caldas Neto, ressaltou que as empresas estão com uma autorização de 180 dias para que possam circular no município. O edital de licitação das empresas de transporte urbano de São Luís foi lançado no dia 28 de março de 2016.

O diretor da ACM, Nan Souza, destacou a questão das gratuidades que implicam em um grande déficit para o setor. Segundo Gilson Neto, em São Luís são 11 tipos de gratuidade no sistema, além disso, há grande ocorrência de fraudes. O diretor da ACM, Márcio Irineu, deu ênfase à precariedade da frota e ao desconforto do cidadão que precisa usar do transporte coletivo, principalmente na zona rural.

Gilson Caldas Neto sugeriu algumas ações positivas para o setor, como a fiscalização da faixa exclusiva para os ônibus, a pavimentação das vias, o monitoramento da frota através de GPS, o vale transporte para os órgãos públicos e a implantação da Onda Verde.

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