18 de abr de 2016

José Reinaldo Tavares vinga-se do PT e do ex-presidente Lula ao votar pelo impeachment da presidente Dilma

Apesar de aliado de Flávio Dino, que lhe pediu o voto, Zé Reinaldo (E) não
 esqueceu o tratamento que lhe foi dispensado pelo PT quando era governador
Dez anos se passaram e o deputado José Reinaldo Tavares (PSB), finalmente, teve a oportunidade de mostrar, para o Brasil, sua indignação com o ex-presidente Lula e o PT pelo tratamento que lhe foi dispensado quando era governador do Maranhão (2002-2006). Eleito em 2002, ele viu as portas de Brasília se fecharem para ele a partir de 2004 quando rompeu com o Grupo Sarney, ou seja, não teria recebido nenhum tipo de ajuda do Governo Federal, apesar de ter apoiado a eleição de Lula no Maranhão.

Não bastassem as dificuldades criadas para seu governo, Zé Reinaldo ainda amargou a ajuda do Palácio do Planalto para que seu sucessor, Jackson Lago (PDT), fosse cassado pela Justiça Eleitoral. Ele foi ainda vítima de uma operação da Polícia Federal que o levou algemado para Brasília, numa cena constrangedora que foi comemorada pelos seus adversários.

Mantido na lista do indecisos até o momento da votação, neste domingo (17), o voto do ex-governador era aguardado como favorável a Dilma pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que sexta-feira foi a Brasília (DF) tentar conquistar votos contra o impeachment. Na hora de votar, porém, o deputado socialista pediu desculpas ao governador, por não seguir sua orientação, e ainda lembrou o tratamento que lhe foi dispensado pelo PT e como Jackson Lago foi perseguido pelo Palácio do Planalto, "por isto voto sim".

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