12 de mai de 2016

Auxiliares do governador Flávio Dino tentam desqualificar presidente Michel Temer, empossado nesta quinta-feira

Michel Temer chega ao Palácio do Planalto e Dilma deixa comando, mas
para auxiliares de Flávio Dino ele não tem legitimidade para o cargo 
Se depender de alguns auxiliares do governador Flávio Dino (PCdoB), a relação entre o Governo do Estado e a União vai se tornar muito complicada, pois, apesar de concluída a votação sobre a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), no Congresso Nacional, a cantilena do "golpe" continua nas redes sociais e agora com um ingrediente a mais: a ilegitimidade do governo de Michel Temer (PMDB), que foi empossado nesta quinta-feira (13), após conhecido o resultado da votação no Senado, para exercer mandato de 180 dias, quando vai se dar o julgamento em definitivo da presidente afastada, conforme rito baixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta quinta-feira (12), depois de ter passado boa parte do tempo da noite anterior postando críticas a senadores e outros políticos que defendem o impeachment, bem como a Michel Temer, o secretário de Comunicação Social e Articulação Política, Márcio Jerry, homem de confiança do governador, mandou um recado quando o novo presidente já estava empossado. Disse ele: "Força, Dilma. Você continuará sendo a presidente que o povo elegeu e reelegeu. E a história lhe será justa. Salve!"

Já o secretário estadual de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, foi mais longe, ao dizer que "não acredito no sucesso do ilegítimo Governo Temer e nem no Ministério de Notáveis". Feita a agressão, completou a mensagem afirmando que "defenderei amplo diálogo entre todos para recuperar o Brasil", como se a sua defesa fosse fundamental para o futuro do país.

Não bastassem essas provocações, a Rádio Timbira, emissora oficial do Estado, promoveu nesta quinta-feira pela manhã um debate com líderes da Central Única dos Trabalhadores (CTB) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em que ameaçaram não deixar Michel Temer em paz, já que o conjunto dos trabalhadores não terá o menor respeito por um governo ilegítimo.

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