12 de mai de 2016

Jaques Wagner ouve reprimenda de segurança do Planalto ao tentar dar ordens: "o senhor não é mais ministro !"

Quando o advogado-geral da União, Eduardo Cardozo, fazia a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff, na manhã desta quinta-feira, ele já não pertencia mais aos quadros do governo, pois naquele instante o Diário Oficial da União já circulava com a exoneração de toda a equipe, mas alguns não se deram conta das normas que regem a administração pública, como foi o caso do ex-chefe de gabinete Jaques Wagner, que passou pelo constrangimento de ouvir uma reprimenda de um segurança por ainda querer dar ordens no Palácio do Planalto.

Segundo nota do jornalista Felipe Frazão, no site da revista Veja, quando as equipes do cerimonial e da segurança do Palácio do Planalto instalavam grades e detectores de metal para organizar os espaços onde militantes, jornalistas e autoridades públicas ouviriam o discurso de despedida de Dilma, o ex-ministro Jaques Wagner (PT) tentou interferir e foi desautorizado pelo comando da guarda militar. 

Ex-chefe do gabinete pessoal de Dilma, Wagner queria autorizar a entrada de cerca de cem mulheres para abraçar Dilma e levar flores a ela. Segundo um funcionário da Presidência responsável pelo contato com movimentos sociais, Wagner ouviu do novo comandante a seguinte frase: "O senhor já não é mais ministro". De fato, ele havia sido exonerado na véspera pela presidente. 

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