25 de mai de 2016

O estranho silêncio do deputado Raimundo Cutrim diante da acentuada crise na segurança pública

É, no mínimo, curioso o silêncio do deputado Raimundo Cutrim (PCdoB) neste momento de crise acentuada na área da Segurança Pública do Estado. Ele, que é ex-secretário de Segurança Pública, estava frequentemente na tribuna da Assembleia Legislativa, no governo anterior, criticando, cobrando providências, apontando falhas e sugerindo soluções, mas até o momento não deu uma palavra sobre a onda de violência que se criou em São Luís desde a última quinta-feira (19), quando começou uma onda de incêndios a ônibus, o que obrigou o governador Flávio Dino (PCdoB) a recorrer ao Ministério da Justiça para pedir reforço da Força Nacional, a fim de botar ordem na cidade, diante da deficiência da polícia (militar e civil).

Raimundo Cutrim (foto) foi secretário de Roseana Sarney por sete anos, foi mantido por José Reinaldo Tavares e, depois de um intervalo de 2 anos e quatro meses (governo Jackson Lago), já deputado estadual, ocupou novamente a pasta com a volta de Roseana Sarney ao Palácio dos Leões, mas desde que foi substituído por Aluízio Mendes passou a ser oposição, filiou-se ao PCdoB e a partir daí passou a apontar todos os erros existentes na estrutura da Secretaria de Segurança, e sempre indicava os meios para correção de falhas.

Apesar de sua experiência tanto na ação policial quanto prisional, Raimundo Cutrim, até o momento, não deu nenhum depoimento sobre a crise na Segurança. O secretário Jefferson Portela e o governador são filiados ao seu partido, mas isto não justifica o silêncio.

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