4 de jun de 2016

Mário Macieira pode ser alternativa para quem não quer Edivaldo Holanda, mas não acredita nos seus opositores

Caso decida, realmente, concorrer à Prefeitura de São Luís na eleição deste ano, o advogado Mário Macieira (PT), ainda que alguns apostem que suas chances de vitória são mínimas, vai enriquecer a campanha eleitoral, criando para o segmento mais crítico da sociedade uma alternativa de voto, já que muitos não tencionam reconduzir, em hipótese alguma, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) para mais quatro anos à frente do governo municipal, mas não encontram alternativa entre as candidaturas de oposição, já que nem mesmo a líder das pesquisas, Eliziane Gama (PPS), empolga essa fatia do eleitorado.

Por ousar com essa candidatura, Mário Macieira, com certeza, vai sofrer muito nas mãos dos blogueiros alinhados a outros projetos políticos (difícil encontrar um deles com o mínimo de imparcialidade), dos que se utilizam todos os dias, o dia todo, das redes sociais para desqualificar currículos e de lideranças comunitárias já arregimentadas pelas candidaturas mais robustas, que vão mostrar não haver a menor possibilidade dele ser eleito.

Claro que o risco existe, mas numa disputa eleitoral nem todos os candidatos vão com o projeto de vencer, mas de enriquecer o debate sobre o que deve ser feito pela cidade, pelo estado e pelo país e neste ponto ele se apresenta com uma das melhores credenciais dentre os nomes que já foram postos, sendo que a maioria ainda está naquela condição de pré-candidato a espera de uma negociação para ser vice de alguém ou partilhar a futura administração, com cargos no primeiro e no segundo escalão.

O que os adversários de Mário Macieira não podem perder de vista é que, quase sempre, quem sai nesta condição sem muita predisposição de ser o vencedor acaba surpreendendo. Veja o caso de Eliziane Gama na eleição de 2018 (por pouco não foi ao segundo turno). Portanto, caso seja definitivo o projeto e a campanha tenha o mínimo de organização, Mário Macieira pode ser o nome em que a classe média, o segmento mais intelectualizado, a comunidade universitária, boa parte dos advogados etc terão como referência.

Se conseguir transferir essa empolgação para os segmentos populares, pode sair do pleito com um bom desempenho, ainda que não seja o melhor, que é a cadeira do gestor máximo, no Palácio La Ravardiere. A sorte será lançada!

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