14 de jun de 2016

Enquanto Governo faz a festa, os artistas populares deixam de receber R$ 10 milhões em direitos autores

Enquanto muitos empresários lucram e políticos aumentam sua popularidade promovendo festas populares, animadas por músicas de vários ritmos, seja com execução de bandas ou mesmo pelo meio eletrônico, muitos artistas passam dificuldades porque não recebem aquilo que lhe é devido: os direitos autores.

Segundo o Ecad, órgão que controla os direitos autores dos artistas, o Governo do Maranhão deve mais de R$ 10 milhões a autores de músicas, fora prefeituras e outros promotores de eventos. Desde o ano de 2010, o Estado não paga esses direitos pelas músicas executadas nos principais eventos das cidades maranhenses como as festas juninas e os shows de Carnaval e Réveillon. No total, a dívida é de mais de R$ 10 milhões.

São dezenas ou centenas de titulares prejudicados todos os anos sem o pagamento dos direitos autorais. Autores e compositores das músicas do Bicho Terra, Máquina de Descascar Alho, Confraria do Copo, Jegue Folia, Bloco na Laje com Mano Borges, Chiquinho França e Gabriel Melônio, além dos compositores do Boi de Axixá, Boi de Morros, Boi Maracanã, Boi da Maioba, Smit Jr., Boi de Nina Rodrigues, Barriquinha, Boi Barrica e muitos outros. A maranhense Alcione, grande intérprete da música brasileira, em seu depoimento à campanha do Ecad “Vozes em defesa dos direito autoral. E que vozes!”, destaca a importância de se reconhecer o trabalho dos atores: 

"O que seria de nós se não fossem os autores das músicas? Quando você paga o direito autoral você está retribuindo ao compositor, ao cantor. E é isso que nós queremos da música popular brasileira, que todo mundo tenha consciência de que, se usou a música, tem que pagar o direito autoral. As pessoas vivem e sobrevivem disso.”, defende a cantora.

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