12 de jun de 2016

Ministro Sarney Filho defende gestão privatizada para os parques dos Lençóis Maranhenses e Chapada das Mesas

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), defendeu nesta sexta-feira (10), ao participar de uma reunião com a classe empresarial, na Federação das Indústrias (Fiema), que os parques dos Lençóis Maranhenses e da Chapada das Mesas, dois dos destinos mais procurados no Maranhão, principalmente para turismo de aventura e ecológico, sejam administrados por instituições privadas, a exemplo do que ocorre em Foz do Iguaçu (PR) e outros lugares, a fim de que haja um controle mais efetivo e eles possam gerar suas próprias receitas para manutenção e fiscalização.

De acordo com o ministro, dez parques foram escolhidos pelo governo federal para receber investimentos com vistas à sua conservação e o Maranhão está sendo contemplado com dois. "Não faria o menor sentido um ministro maranhense definir suas políticas sem ter um olhar prioritário para o seu estado", disse ele, acrescentando que pretende dar aos demais estados o mesmo tratamento, em conformidade com suas especificidade.

Os Lençóis Maranhenses têm como porta de entrada a cidade de Barreirinhas e se estende até a divisa com Piauí, englobando Paulino Neves, Tutóia, Água Doce, Santo Amaro, Primeira Cruz e outros municípios, fazendo parte da Rota das Emoções, roteiro integrado composto também pelo Delta das Américas (Piauí) e Jericoacoara (Ceará). Já a Chapada das Mesas tem as cidades de Carolina e Riachão como as principais dentro de sua área geográfica.

A gestão privada proposta pelo ministro não significa uma transferência desses patrimônios para empresas, mas uma parceria com instituições identificadas com o meio-ambiente.

Elas ficariam encarregadas da gestão, manutenção, contratação de pessoal e até mesmo cobrança de taxas para visitação, como é nas Cataratas de Foz do Iguaçu (Paraná), Cristo Redentor e Pão de Açúcar (Rio de Janeiro), Fernando de Noronha (Pernambuco) e em outras partes do mundo.

Um comentário:

Ugarte disse...

Na verdade é Parque Nacional. Unidade de conservação.
E o termo Privatizar também esta errado o correto é concessão.