8 de jul de 2016

Para adquirir a cesta básica em junho, morador de São Luís teve de trabalhar mais de 92 horas no mês

O tempo médio de trabalho que um morador de São Luís levou para adquirir os produtos da cesta básica no mês de junho corresponde a 92 horas e 07 minutos, superior à jornada calculada para maio, que foi de 90 horas e 02 minutos. O cálculo, com base no valor do salário mínimo, é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que apurou ter chegado o custo do conjunto de alimentos básicos na capital maranhense, mês passado, a R$ 368,49, um aumento de 2,32% em ao mês anterior, mas ficando como a sétima capital com menor custo.

Segundo o DIEESE, o aumento da cesta básica se deu em 26 das 27 capitais do Brasil, sendo que as maiores altas ocorreram em Florianópolis (10,13%), Goiânia (9,40%), Aracaju (9,25%) e Porto Velho (8,15%). A única diminuição foi em Manaus, -0,54%.

Dos 12 itens pesquisados, metade reve alta nos preços: feijão carioca (46,52%), leite integral (8,01%), manteiga (3,78%), farinha de mandioca (1,38%), café em pó (0,74%), e arroz agulhinha (0,63%); já a outra metade apresentou recuo: tomate (-9,22%), banana (-5,86%), óleo de soja (-2,97%), carne bovina de primeira (-1,05%), pão francês (-1,00%) e açúcar refinado (-0,61%). 

O feijão carioca foi o item da cesta que teve a maior variação no mês de junho. Problemas na safra, ocasionado pela seca prolongada nas principais regiões produtoras do Nordeste, redução da área plantada em detrimento de outras culturas mais rentáveis, como a soja, reduziu a oferta do grão e elevou o preço.

Veja tabela:










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