24 de ago de 2016

A estranha relação do governador Flávio Dino com o PT, que sempre lhe negou apoio quando mais necessitava

Flávio Dino afagando a presidente Dilma, que agora lhe deu o troco
O duro golpe sofrido pelo PCdoB no Maranhão, desferido pelo PT, é mais um caso da estranha relação do governador Flávio Dino com os petistas, pois sempre quis tê-los em sua companhia nas campanhas que disputou, mas estes nem sempre. Com exceção de 2008, quando disputou a Prefeitura de São Luís, o PT sempre lhe negou apoio. Ele perdeu para João Castelo (PSDB).

Em 2010, quando disputou o Governo do Estado, pela coligação "Muda, Maranhão", Flávio Dino recebeu o apoio apenas do PPS e PSB, enquanto o PT foi engrossar a coligação "O Maranhão não pode parar", encabeçada por Roseana Sarney, ao lado de PMDB, DEM, PP, PV, PTB, PSL, PTN, PSC, PR, PRTB, PMN, PRP, PTdoB e PHS. Roseana venceu a eleição no primeiro turno com mais de 52% dos votos, mas o PT fez uma graça para o derrotado: entregou-lhe a presidência do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur). 

Apesar da proximidade com a presidente Dilma, em Brasília, por conta do cargo federal, quando lançou Edivaldo Holanda Júnior, então no PTC, para prefeito em São Luís, em 2012, mais uma vez o PT lhe negou apoio, e lançou o vice-governador Washington Luiz como adversário. A coligação de Edivaldo, "Muda, São Luís", juntou, além do PTC, PSB, PCdoB e PDT, enquanto Whainsgton, com a "Juntos por São Luís", juntou, além do PT, PMDB, DEM, PHS, PRB, PSC, PSDC, PSD, PSL, PTB, PTdoB, PTN e PV. Edivaldo, como todos sabem, ganhou.

Flávio Dino com a presidente afastada Dilma: contra o impeachment
Já na eleição de 2014, apesar das pesquisas apontarem como muita antecedência a vitória de Flávio Dino, o PT negou apoio novamente, e ele teve de formar a coligação "Todos pelo Maranhão" com PCdoB, PSDB, PSB, PPS, PP, SD, PDT, PTC e PROS. Já o PT foi engrossar a candidatura de Lobão Filho (PMDB), da coligação "Pra frente, Maranhão". Vieram ainda DEM, PEN, PHS, PMN, PR, PRB, PRP, PRTB, PSC, PSD, PSDC, PSL, PTB, PTdoB, PTN e PV.

Apesar do apoio negado, Flávio, mesmo dizendo que tinha apoio também de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), trabalhou pela sua reeleição de Dilma. E mais: quando ela se viu ameaçada de perder o cargo foi a linha de frente, protagonizando até cenas patética como aquela de tentar mudar o jogo às vésperas da votação, oferecendo o PP de Waldir Maranhão, e depois tentando anular a votação da Câmara, depois que Maranhão assumiu a presidência da casa legislativa no lugar de Eduardo Cunha. Pelas redes sociais, esvraveja contra os apoiadores do impeachment: "Golpista!". Em agradecimento, o PT mandou o partido sair das coligações municipais que interessam a Flávio Dino, mas ele ainda aguenta calado.

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