2 de ago de 2016

Às vésperas do prazo final para as convenções, candidatos a prefeito de São Luís não conseguem definir seus vices

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) está há um ano e sete meses governando São Luís sem um vice, ou seja, não tem substituto imediato ou sucessor em caso de um afastamento em definitivo do cargo, já que o escolhido em 2012, Roberto Rocha (PSB), optou por deixar o cargo por um projeto maior, o de senador da República e dizem que este cargo já está menor, portanto assanha-se para disputar o governo do estado em 2018 contra aquele que avalizou em 2014, Flávio Dino (PCdoB).

Este fato poderia servir de argumento para enriquecer o discurso de quem acha que o cargo não é fundamental, mas não é bem assim, pois, pelo menos para se começar a campanha, este tem sido um dos maiores tormentos dos candidatos e partidos políticos. Negar a vaga a uma legenda pretendente é o mesmo que sugerir uma distância dos seus membros do palanque, ou seja, é rompimento na certa.

Sábado passado, o prefeito atual se apresentou como candidato à reeleição, porém não apresentou o vice, porque o nome ainda é motivo de disputa entre o PCdoB, PT e PSB. Pelo menos os dois últimos já ameaçaram negar apoio ao candidato do PDT se forem preteridos e se for para valar as ameaças, um deles terá de buscar abrigo em outra coligação, já que os comunistas estão com fidelidade canina neste projeto. Os outros dois mais bem pontuados postulantes ao Palácio La Ravardiere - Eliziane Gama (PPS) e Wellington do Curso (PP) - também veem chegar o momento final para oficialização de suas candidaturas sem terem vices definidos. A primeira prometeu o cargo ao PSDB e o segundo sonha com a vinda do PSB, mas até agora nada está definido. 

Até sexta-feira (05), quando todas as convenções deverão estar realizadas, muito ainda vai se ouvir sobre quem vai com quem.

Bom seria se essa indefinição estivesse se dando por excesso de zelo dos prefeituráveis na escolha dos seus companheiros de chapa, para que estes nomes pudessem influenciar na definição de votos por parte dos eleitores, mas infelizmente isto é o que menos pesa, pois o que está em jogo é apenas a aglutinação de mais partidos para garantir tempo maior de rádio e TV no horário da propaganda gratuita. O partido contemplado com o direito de escolher o companheiro de chapa pode empurrar qualquer nome que será aceito, pois o importante não é governar, mas ganhar, e assim quem perde é a cidade.

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