14 de ago de 2016

Canindé Barros denuncia que havia corrupção na SMTT quando João Castelo era prefeito e ele o secretário

João Castelo chamou Canindé para corrigir os erros deixados por Tadeu
Palácio, quando ele próprio era o secretário de Trânsito e Transporte
É no mínimo curiosa a entrevista concedida pelo secretário municipal de Trânsito e Transporte, Canindé Barros, ao Jornal Pequeno, publicada na edição deste domingo. Sob o título "Recebemos um sistema de transporte falido e com fraudes", o secretário mostra como foi a herança maldita deixada pelo ex-prefeito João Castelo para o seu sucessor, Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Onde está a curiosidade? Quem encerrou o governo de Castelo como titular da pasta da SMTT foi o próprio Canindé, que vem se mantendo neste cargo desde a primeira gestão de Tadeu Palácio (2002-2004), ou seja, quase tudo que há de certo ou errado na cidade, em política de transporte e trânsito, foi operado por ele.

Perguntado se eram verdadeiras as informações de que na gestão do ex-prefeito João Castelo foram suspensas as fiscalizações de ônibus, o secretário não poupou críticas. "Antigamente se fiscalizava o sistema de com os fiscais nos pontos finais dos ônibus. Isso foi desmontado na gestão do ex-prefeito João Castelo. Não tinha fiscalização". Antes, indagado sobre as principais dificuldades encontradas por Edivaldo Holanda, o secretário foi impiedoso com Castelo: "O prefeito Edivaldo Holanda, mesmo tendo recebido um sistema quebrado, falido, com fraudes, conseguiu realizar a licitação que garantirá um transporte público de qualidade".

Canindé foi chamado por Edivaldo Holanda para corrigir erros deixados
pela gestão de João Castelo, quando ele era o próprio secretário
Quando foi empossado por João Castelo, em 2012, Canindé, agradecido pelo seu retorno ao cargo que havia exercido por seis anos, no governo anterior, foi enfático. "Já iniciamos algumas modificações para dar mais fluidez ao trânsito da cidade e vamos mostrar resultados imediatamente”.

Canindé foi chamado por Castelo para corrigir os erros deixados por Tadeu Palácio, quando o secretário era o próprio. Em 2013, primeiro ano do governo de João Castelo, Canindé foi um dos cinco ex-secretários de Palácio condenados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a devolver dinheiro que teria sido desviado em suas respectivas pasta. Os desvios na SMTT, conforme parecer do conselheiro Yedo Lobão, seriam de R$ 502 mil. Os demais teriam dilapidado o poder público na seguinte ordem: Terezinha de Jesus Penha Abreu (Saúde), R$ 14 milhões; Clodomir Paz (Governo), R$ 202 mil; Carlos Rogério Araújo (Obras), R$ 742 mil; Moacir Feitosa (Educação), R$ 3 mil. Moacir Feitosa, a exemplo de Canindé, também é secretário de Holandinha.

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