9 de ago de 2016

Custo da cesta básica em São Luís compromete mais de 47% do salário mínimo, segundo pesquisa do DIEESE

Segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) São Luís foi a sexta capital com menor custo entre as 27 pesquisadas. Nos últimos sete meses, a cesta básica acumulou teve taxa de 17,45%.

Dos 12 itens pesquisados, feijão carioca (26,16%) e leite integral (14,58%) tiveram maior aumento. Os demais apresentaram variação abaixo da média: manteiga (3,65%), tomate (3,65%), café em pó (2,77%), pão francês (1,64%), arroz agulhinha (0,98%) e açúcar refinado (0,61%); já os demais itens apresentaram recuo: óleo de soja (-3,06%), banana (-2,85%), carne bovina de primeira (-1,44%), e farinha de mandioca (-0,78%).

O feijão carioca foi o item que teve a maior variação. Houve aumento de preço também do leite e da manteiga pelo quarto mês consecutivo. Entre os motivos de alta estiveram a menor oferta do leite, aumento da demanda e altos custos de produção. O quilo do tomate aumentou e isso se deve ao menor volume disponível decorrente das baixas temperaturas registradas em algumas regiões produtoras. Apesar do fator climático desfavorável, o fruto não sofreu danos consideráveis, além de ser período de entressafra. 

O preço do óleo é fortemente impactado pelas cotações da commodity soja. A forte queda nos preços internacionais, a valorização do real frente ao dólar, e o bom desempenho das lavouras americanas, fizeram com que aumentasse a oferta do grão no Brasil, e assim, explicando a queda nas cotações do óleo de soja.

Em São Luís, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 96 horas e 10 minutos, superior à jornada calculada para junho, de 92 horas e 07 minutos. 

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 8% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em julho, 47,51% dos vencimentos para adquirir os mesmos produtos que, em junho, demandavam 45,52%.

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