24 de ago de 2016

Após flertar com Dilma para votar contra impeachment, Roberto Rocha agora negocia seu apoio a Michel Temer

Um dos votos mais indefinidos no julgamento final do impeachment é o do senador Roberto Rocha (PSB), que decidiu escancarar as negociações tanto com a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) quanto com o presidente interino Michel Temer (PMDB), e nada do que ele cobra pelo seu apoio tem bandeira partidária ou ideológica, mas projetos que possam torná-lo viável como candidato a governador do estado em 2018.

Na terça-feira (23), Roberto Rocha (foto) foi o pivô de uma crise do PT nacional com o PCdoB do governador Flávio Dino. Sinalizando que poderia mudar seu voto e apoiar a volta de Dilma, ele pressionou a direção do Partido dos Trabalhadores para quebrar alianças em cinco municípios maranhenses, e com isto já conseguiu estragos em pelo menos dois deles - Codó e Timon - onde os petistas agora devem apoiar candidatos a prefeito do PMDB e do PSB. Ele ainda aguarda respostas aos pedidos de São Luís, Balsas e Imperatriz.

Nesta quarta-feira, o jornal O Estado de São Paulo traz a informação de que, após negociar com Dilma, Roberto Rocha abriu negociação também com Michel Temer agora para se manter a favor do impeachment, mas em troca pede que o governo sinalize com a criação de uma zona de exportação no Porto do Itaqui. Este tem sido o projeto que ele mais tem defendido, em reuniões com empresários e políticos.

Como não tem uma terceira via para negociar, Roberto Rocha deve estar aguardando quem dá sinais mais concretos a seu pedidos para dar seu voto, se der.

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