25 de ago de 2016

Flávio Dino: de traído a traidor de comunistas, segundo versão do jornalista Cláudio Humberto para crise com PT

O jornalista Cláudio Humberto publica em sua coluna desta quinta-feira, reproduzida pelo Jornal Pequeno, uma nota curiosa que dá uma nova versão sobre a crise criada pelo PCdoB e PT por conta de desmanches de alianças entre os dois partidos em alguns municípios do Maranhão. Pela nota de Cláudio Humberto, o governador Flávio Dino (PCdoB) passa de traído à condição de traidor dos comunistas, pois teria sido ele, na verdade, o operador dos acordos com os senadores Roberto Rocha (PSB) e João Alberto (PMDB) e não estes intrometidos nos acordos dos dois partidos.

Diz a nota do jornalista intitulada Não faz diferença:

"O PT espalha que os três senadores do Maranhão foram ´convencidos` pelo governador Flávio Dino a votar contra o impeachment. O Planalto contabiliza 61, mas só precisa de 58 votos para defenestrar Dilma".

Ora, a primeira versão sobre este caso dava conta de que os senadores Roberto Rocha (PSB) e João Alberto (PMDB) teriam procurado o presidente do PT nacional, Rui Falcão, para tirar o PT de alianças com o PCdoB nos municípios de Balsas, Codó, Imperatriz, São Luís e Timon e se isto fosse feito eles votariam a favor da volta de Dilma Rousseff à Presidência da República. O acordo já teria se concretizado em Codó e Timon, mas pelo que insinua o PT, em Brasília, segundo Cláudio Humberto, foi o governador quem procurou os senadores para lhe oferecer essa alternativa em troca dos votos deles em favor da presidente afastada, o que seria uma trapalhada parecida com aquela de reverter os votos do PP na admissibilidade do impeachment na Câmara Federal.

De acordo com um observador da política maranhense, a insinuação do jornalista faz sentido, pois Flávio Dino estaria temendo um desgaste com derrotas de seus candidatos nesses municípios, e passando o apoio do PT para os adversários que possam vencer, sairia como vítima de um processo que, na verdade, ele teria sido arquiteto e não surpreendido por ele. Além do mais, ganharia prestígio no Planalto. Que coisa!

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