27 de ago de 2016

Prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, prega rompimento do PSDB com PCdoB para a eleição de 2018

O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (foto), uma das maiores lideranças do PSDB no Maranhão, acha pouco provável a reedição, em 2018, da coligação entre o seu partido e o PCdoB do governador Flávio Dino. Segundo ele, a direção nacional da legenda ainda vê com muitas reservas o resultado da aliança de 2014, bem como reprova o comportamento raivoso do governador do Maranhão sempre que analisa, pelas redes sociais ou em entrevistas, o processo do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, em andamento no Congresso Nacional, "o que nem governadores do PT fizeram", segundo o prefeito.

Madeira disse nesta sexta-feira (26) em São Luís, na solenidade de inauguração da nova sede da Federação do Comércio, que já conversou com o vice-governador Carlos Brandão, presidente estadual da legenda, sobre essa possibilidade, ao qual alertou que lhe restará duas alternativas: sair do partido ou não repetir o acordo de 2014, que resultou na vitória de Flávio Dino.

Segundo o prefeito de Imperatriz, quando ficou sem o apoio formal do PT, Flávio Dino procurou uma aproximação com o senador e presidenciável Aécio Neves para atrair o PSDB. Depois, procurou o PSB, que tinha como candidato a presidente o falecido ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (que foi substituído por Marina Silva), porém durante a campanha sempre demonstrou mais simpatia pela candidatura de Dilma Rousseff, embora esta e seu partido apoiassem Lobão Filho (PMDB), tanto que no segundo turno, mesmo estando numa coligação formal com os tucanos, sumiu, para manifestar seu voto somente na véspera da eleição, quando disse pelas redes sociais em quem votaria: em Dilma. A direção nacional do PSDB, garante Madeira, nunca engoliu isso.

Flávio Dino (D) com Aécio Neves e o vice-governador Carlos Brandão (E)



Não bastassem as decepções da campanha, vieram as do governo. Ele cita o exemplo do que ocorre em Imperatriz, onde todas as ações do governo, inclusive o Mais Asfalto, são ditadas sem nenhuma consulta à Prefeitura, e para completar, Flávio Dino sempre apresenta o deputado Wewerton Rocha (PDT) como um dos responsáveis pelos benefícios que estão sendo levados para a região tocantina, numa clara intromissão em áreas onde ele (Madeira) e outros políticos do PSDB sempre tiveram forte atuação. "Eu não posso aceitar isso, o governador querer invadir minha região com um concorrente meu", queixou-se.

Sebastião Madeira diz que ainda não se definiu sobre o futuro político, se vai disputar um cargo de deputado federal ou mesmo de senador, porém, desde já, adverte que numa coligação com o PCdoB vai ser difícil sua convivência, pois o governador vem deixando cada vez mais claro quem ele quer beneficiar em 2018 e nos seus planos (do governador) não estão os tucanos que lhe ajudaram em 2014. De acordo com Madeira, esta sua queixa é comum entre muitos prefeitos e isto pode causar uma grande surpresa ao governador quando se apresentar para a reeleição.

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