7 de set de 2016

Edivaldo Holanda Júnior às vezes esquece que seu partido governa São Luís desde quando ele tinha apenas 11 anos

Desde que começou a propaganda eleitoral no rádio e na televisão e mostra suas realizações para justificar o pedido de uma oportunidade para ficar nais quatro anos no poder, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) - no registro à direita - sempre procura fazer uma relação com o passado para dizer que por muitas anos a população de uma determinada rua, de um bairro ou mesmo de toda a cidade convive com o problema sem que tivesse sido dada a solução antes dele chegar na prefeitura.

É o mesmo discurso dos seus aliados do Palácio dos Leões, que sempre procuram mostrar como agora é diferente da época do sarneísmo quando mostram alguma realização, ou seja, a visão de passado do prefeito é João Castelo (PSDB), seu último antecessor, como a de Flávio Dino é José Sarney.

O que Edivaldo Holanda esquece ou nunca soube é que desde 1989, ou seja, quando ainda tinha 11 anos, a capital maranhense é governada pelo seu partido, o PDT, e até o curto intervalo em que este mando foi dividido com o PSDB de Castelo, a obra é do PDT, pois o tucano foi eleito com ajuda dos pedetistas, que não lhe negaram apoio enquanto esteve na prefeitura.

Recapitulando: as eleições diretas para prefeito na capital foram restabelecidas em 1985. A primeira eleita foi Gardênia Ribeiro Gonçalves, que governou por três anos. Em 1988, Jackson Lago se elegeu; em 1982, Jackson elegeu Conceição Andrade (PSB); em 1986, Jackson retornou ao Palácio La Ravardiere, e já beneficiado pela reeleição foi reconduzido em 2000. Deixou a prefeitura em 2002 para concorrer ao governo do estado, mas deixou em seu lugar o vice, Tadeu Palácio, que foi reeleito em 2004. Em 2008, já governador, Jackson Lago elegeu Castelo prefeito, que perdeu em 2012 para Edivaldo Holanda, que veio dar continuidade ao mando do PDT em São Luís. Resumindo, tudo o que foi feito de bom ou de ruim nestes 27 anos é obra do seu partido.

Querer descontar o tempo de Castelo, não vale, pois quando os opositores de  Sarney contam o tempo em que ele e seu grupo mandaram na política maranhenses, não descontam os quatro anos de Nunes Freire (1976-1980), os cinco anos de José Reinaldo Tavares (2002-2006) e os dois anos e meio de Jackson Lago (2007 a 2009), ou seja, foram nove anos sem que Sarney e sua turma apitassem no Palácio dos Leões, mas cada um conta a história ao seu jeito, nunca como ocorreu.

Nenhum comentário: